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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

As ideias extravagantes do pastor Feliciano



No Brasil 247


Entrevistado pelas páginas amarelas da revista Veja, o novo presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, deputado Marco Feliciano (PSC/SP), que é também pastor religioso, desfila atrocidades; diz que africanos foram amaldiçoados, mas não todos, uma vez que na África também existem brancos; sobre os homossexuais, ele afirma que não promoveria um casamento gay, mas nega discriminação; espaço conferido pela revista ao pastor talvez tenha relação com sua posição política; "Em 2010, eu fiz a campanha pela presidente Dilma; em 2014, a conversa vai ser diferente".

O pastor e deputado Marco Feliciano (PSC/SP) reúne míseras qualificações para ser parlamentar. E muito menos para presidir a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados. Apesar disso, nesta semana, ele foi premiado com as páginas amarelas da revista Veja, onde vomitou atrocidades. Um espaço nobre da publicação dedicado ao deputado talvez decorra de sua sinalização política para 2014. "Em 2010, eu fiz a campanha pela presidente Dilma; em 2014, a conversa vai ser diferente", afirma.

Confira, abaixo, algumas posições do deputado Marco Feliciano, na entrevista deste fim de semana:

Sobre a África como continente amaldiçoado

"Eu não disse que os africanos são todos amaldiçoados. Até porque o continente africano é grande demais. Não tem só negros. A África do Sul tem brancos."

Sobre o homossexualismo

"A minha formação cristã me ensina que o ato homossexual é errado, que é pecado. Eu não aceito o ato, mas aceito o homossexual (…) só o fato de declarar que sou contrário, não significa que estou discriminando. A raça humana para crescer precisa de um homem e de uma mulher."

Sobre contratar ou não homossexuais

"Eu sou pai, tenho filhas e preciso de uma babá. Uma se candidata e declara que tem orientação sexual diferente…"

A Aids como um "câncer gay"

"Os ativistas pressionam muito até você perder o controle. Se eu disse isso, foi uma colocação um pouco infeliz."

Sobre a violência contra homossexuais cometida por gays enrustidos

"Isso foi um subterfúgio de Freud para explicar porque ele também tinha seu lado promíscuo (…) Eu sou o quê? Um homossexual enrustido? Isso é um absurdo."

Sobre a conversão de homossexuais em heterossexuais

"Existe o caminho do retrocesso. Ou melhor, da conversão. Retrocesso é horrível. Quero dizer, o caminho da conversão. De voltar atrás."

Sobre sua posição política em 2014

"Eles me esperem em 2014. Eu fiz a campanha pela presidente Dilma em São Paulo, sozinho, pelo meu partido (…) eu descobri que eles traem com facilidade. Hoje eu sofro caladinho, mas represento uma comunidade muito grande. Quando eles estavam desesperados, vieram correndo, implorando até a mim. Em 2014, a conversa vai ser muito diferente."

Sobre discriminação

"Se eu, como pastor, não quiser casar um casal homossexual, posso ser preso."

Sobre a violência contra gays

"No ano passado, houve 270 crimes contra homossexuais. Eu fui atrás. Destes, 70% tinham sido praticados por seus parceiros. Mas a verdade é que, entre esses crimes, nenhum foi praticado por cristão."

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