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Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

'Mostramos ao Brasil o que é democracia', diz Feliciano após impedir entrada de manifestantes em comissão

http://noticias.r7.com/brasil/mostramos-ao-brasil-o-que-e-democracia-diz-feliciano-apos-impedir-entrada-de-manifestantes-em-comissao-27032013

O presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, pastor Marco Feliciano (PSC-SP), disse nesta quarta-feira (27) que se sente realizado porque mostrou ao Brasil "o que é democracia", depois de conseguir realizar uma audiência pública com trabalhadores baianos que foram contaminados por chumbo.

Depois de muita confusão, dois manifestantes foram presos, muitas pessoas reclamaram de agressão por parte de policiais legislativos e a comissão foi transferida de sala, onde apenas deputados, convidados e parte da imprensa puderam entrar. Os manifestantes foram barrados e tentaram, inclusive, invadir o gabinete do deputado.

— Me sinto realizado hoje, conseguimos aqui manter uma barreira, mostramos ao Brasil que democracia é isso. Às vezes, é preciso tomar medidas como tomamos do outro lado [outra sala da comissão], não medidas austeras, mas medidas à luz do Regimento Interno da Câmara dos Deputados. O parlamentar precisa ser respeitado, como todo ser humano precisa ser respeitado.

Feliciano disse ainda que a reunião foi muito produtiva e que ele precisou se segurar para "conter as lágrimas" diante dos depoimentos. E fez referência aos manifestantes que estavam gritando fora da sala.

— As imagens passadas aqui falavam sobre Direitos Humanos, sobre pessoas que precisam de representatividade, não têm vez nem voz. Possivelmente se o senhor [trabalhador que deu depoimento] tivesse há anos atrás conseguido um grupo de 20 pessoas e tivesse conseguido mantê-los aqui em Brasília, gritando pelos corredores dessa Casa, talvez já tivessem sido atendidos.

Entenda a confusão

Na tarde desta quarta-feira, Feliciano comandou a sessão da Comissão de Direitos Humanos, que contou com a presença de 40 manifestantes — 20 a favor e 20 contra a permanência dele no comando da Comissão. Durante os debates, um manifestante chamou Feliciano de "racista", e o parlamentar mandou prender o homem.

A partir de então, armou-se uma grande confusão na sala da Câmara onde ocorria a sessão e duas pessoas acabaram presas.

Diante da confusão, Feliciano suspendeu a sessão por 5 minutos e trocou o local da reunião. O presidente da Comissão de Direitos Humanos avisou ainda que não permitiria a entrada de manifestantes nesse novo plenário.

Após a troca do local do encontro, alguns deputados contrários à presidência da Comissão, como Jean Wyllys (PSOL-RJ), pediram a palavra, mas a sessão prosseguiu normalmente.

Depois de uma reunião de praxe do PSC na última terça-feira (26), Feliciano ganhou o apoio do partido para permanecer no comando da Comissão. Líderes de partidos, porém, comandados pelo presidente da Câmara, Henrique Alves (PMDB-RN), se reuniram ontem para discutir a polêmica e tentar encontrar uma solução.

Senhas

Para evitar confusões como a de hoje e a da semana passada, quando Feliciano se irritou com os gritos que pediam sua renúncia e decidiu abandonar a sessão, a Polícia Legislativa da Câmara dos Deputados liberou apenas 40 senhas para os manifestantes nesta quarta-feira (27). Eram 20 favoráveis à continuidade de Feliciano na presidência da Comissão e 20 contrários à proposta.

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