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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Alice e a bailarina

Meu amigo e camarada Ivam Pinheiro fez essa poesia em homenagem à Alice, minha filha.
Obrigado Ivam.
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ALICE E A BAILARINA.
Ivam Pinheiro.


Alice e a bailarina.
Sonho de menina.
Luz que combina
dança e alvoridade.
Sorriso feito mina
de paz e felicidade.

Diga-me onde dança
o encanto da beleza?
Será alegria da idade,
afagos de ser criança.
Bem de graciosidade
que na afeição seduz.

Alice é maravilha no País
Vida no encanto dos pais.
A felicidade quando inicia
é poesia quando germina.
Bailarina colhe esperança
e não dance a paz criança.

Boneca e menina ali
se fazem imã divino.
Flor repleta de amor
no coração bailarino.
Destino e bom porvir
é estrela a se compor.

Alice sonha seu País
das Maravilhas e Sol.
Afeto de mãe conduz
claridade de girassol.
O pai brinca tão feliz.
no amor de anos-luz.


Natal, RN, Brasil, 02.01.2013.
15 h: 23 min. - 15 h: 59 min.

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