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Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Acusados de crimes na ditadura argentina homenageiam novo papa em julgamento

No Opera Mundi

Um grupo de militares acusados de crimes contra a humanidade durante a ditadura argentina (1976-1983) apareceu nesta quinta-feira (14/03) em audiência realizada em um tribunal na cidade de Córdoba, trajando broches do Vaticano no lado esquerdo do terno, em alusão à eleição ocorrida um dia antes do cardeal argentino Jorge Mario Bergoglio para o novo papa da Igreja Católica.

Reprodução Conurbano Online


A rede de televisão C5N e o jornal La Mañana, de Córdoba (noroeste da Argentina), mostraram as imagens dos acusados com os broches, em forma de pequenos laços, nas cores amarelo e branca - as mesmas do Vaticano. O gesto gerou protestos entre os presentes na sala.

Bergoglio, agora rebatizado de Francisco, é apontado por investigadores da ditadura como colaboracionista e de manter laços com os órgãos repressores durante o regime militar – sua escolha foi criticada por ativistas de direitos humanos. A eleição de Bergoglio para comandar a Igreja Católica reabriu o debate do papel da instituição na Argentina durante os anos de chumbo, muitas vezes classificado de complacente e até mesmo cúmplice.

O julgamento, iniciado em dezembro de 2012, determinará as responsabilidades de um grupo de mais de 40 militares por crimes cometidos no centro clandestino de detenção de La Perla, em Córdoba – o segundo maior do país na época. Entre os principais acusados está o ex-general Luciano Menéndez (também conhecido como “A Hiena de La Perla”), que já foi condenado à prisão perpétua em outras oito ocasiões.

O processo está a cargo do Tribunal Oral Federal 1, integrado pelos juízes Jaime Díaz Gavier, Julián Falcucci e José Quiroga Uriburu.

Para esses processos são esperados cerca de 700 testemunhas e, segundo estimativas do tribunal, o caso deve se estender até o fim de 2013.

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