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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

Acusados de crimes na ditadura argentina homenageiam novo papa em julgamento

No Opera Mundi

Um grupo de militares acusados de crimes contra a humanidade durante a ditadura argentina (1976-1983) apareceu nesta quinta-feira (14/03) em audiência realizada em um tribunal na cidade de Córdoba, trajando broches do Vaticano no lado esquerdo do terno, em alusão à eleição ocorrida um dia antes do cardeal argentino Jorge Mario Bergoglio para o novo papa da Igreja Católica.

Reprodução Conurbano Online


A rede de televisão C5N e o jornal La Mañana, de Córdoba (noroeste da Argentina), mostraram as imagens dos acusados com os broches, em forma de pequenos laços, nas cores amarelo e branca - as mesmas do Vaticano. O gesto gerou protestos entre os presentes na sala.

Bergoglio, agora rebatizado de Francisco, é apontado por investigadores da ditadura como colaboracionista e de manter laços com os órgãos repressores durante o regime militar – sua escolha foi criticada por ativistas de direitos humanos. A eleição de Bergoglio para comandar a Igreja Católica reabriu o debate do papel da instituição na Argentina durante os anos de chumbo, muitas vezes classificado de complacente e até mesmo cúmplice.

O julgamento, iniciado em dezembro de 2012, determinará as responsabilidades de um grupo de mais de 40 militares por crimes cometidos no centro clandestino de detenção de La Perla, em Córdoba – o segundo maior do país na época. Entre os principais acusados está o ex-general Luciano Menéndez (também conhecido como “A Hiena de La Perla”), que já foi condenado à prisão perpétua em outras oito ocasiões.

O processo está a cargo do Tribunal Oral Federal 1, integrado pelos juízes Jaime Díaz Gavier, Julián Falcucci e José Quiroga Uriburu.

Para esses processos são esperados cerca de 700 testemunhas e, segundo estimativas do tribunal, o caso deve se estender até o fim de 2013.

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