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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

Ação de desapropriados por obras da Copa em Natal segue para o STJ

O juiz estadual Bruno Lacerda Bezerra Fernandes decidiu remeter ao Superior Tribunal de Justiça à ação dos desapropriados pelas obras da Copa em Natal.
A justiça federal havia excluído a Caixa Econômica Federal da ação e declinado a competência remetendo a causa ao juízo estadual. No entanto, o juiz estadual considera que "a demanda sobre possível irregularidade no processo de concessão das licenças ambientais, na avaliação dos impactos sociais e na execução e utilização dos recursos públicos que serão repassados pela CEF ao Município de Natal para a realização das obras necessárias, indubitável é o interesse da União no presente feito, sendo a CEF parte legítima para figurar no polo passivo da ação, conforme entendimento sedimento pelo Superior Tribunal de Justiça".
A Ação é contra a Caixa, o município de Natal e a EIT, que é a construtora contratada. Nela, discute-se e busca-se que seja cumprido o contrato de financiamento da obra de mobilidade referente à área da Urbana e da avenida Mor Gouveia, no sentido de a Justiça obrigar a Caixa a cumprir com os deveres de fiscalização em face do Município, previstos no contrato. "Porque o dinheiro a ser 'emprestado' é público", explica o advogado Daniel Alves Pessoa. Os recursos são do PAC Copa, via FGTS.
"Agora o STJ vai definir a competência para processar e julgar a Ação", conclui Pessoa.

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