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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Vídeo mostra a violência da PM do RN contra foliões do Bloco Baiacu na Vara

Assustadoras as imagens. E revoltantes. A PM chegou a agredir a mulher que filmava apenas porque esta realizava a filmagem.
Toda essa violência policial me faz lembrar várias coisas - inclusive aquela cena final de Tropa de Elite (André disparando sua arma contra o público) que deixava muito claro que a sociedade que tolera uma polícia que mata termina sendo sua vítima.
Esperemos punição exemplar contra os envolvidos - se bem que é uma esperança vã. A polícia que estraga a diversão de um dos mais tradicionais blocos do Carnaval de Natal é a mesma que chamou de vândalos e agrediu os estudantes que protestavam contra a gestão de Micarla de Sousa (PV) - aquela mesma contra quem pesam fortes indícios que findaram por afastá-la antes da conclusão do mandato. O comandante da PM segue o mesmo.
No texto a seguir Fábio Farias relembra os números dos crimes no último Carnaval.
Eu lembro que essa é a PM do governo que pagou R$ 18 milhões à Associaçao Marca - dos quais R$ 8,4 milhões foram desviados. A mesma Associação que alugou uma casa ao Controlador-Geral do Estado, Anselmo Carvalho, que afirmou "não saber" que a OS era sua inquilina.
Quem são os bandidos?
Polícia para quem precisa.

Por Fabio Farias
http://diariodereporter.wordpress.com/2013/02/14/violencia-desmedida-no-carnaval/

redinha

As imagens são fortes. Policiais militares "em ação" contra parte das pessoas que, na quarta-feira de cinzas, saía no famoso bloco Baiacu na Vara, no bairro da Redinha.

Em uma delas, a que ilustra este post, um PM aponta uma metralhadora para uma pessoa. Outras imagens e um vídeo gravado pela internet reforçam tudo isso.

A polícia, oficialmente, declarou que estava apartando briga entre gangues que estavam no bloco. A versão dos foliões contradiz: uma viatura teria forçado passagem pelo bloco. Como não conseguiu, um dos policiais atirou para cima. Em seguida, a confusão ficou instalada.

O resultado: cinco pessoas detidas e uma série de protestos contra o excesso de violência policial..

O comando da PM diz que vai investigar os abusos. Se assistirem aos vídeos e verem as fotos, não há o que investigar, os excessos foram flagrantes, os responsáveis por eles devem ser punidos.

O que reforça todo o absurdo e o grau de ironia do fato, também, é que na mesma quarta-feira oito pessoas foram assassinadas em Natal. E que o Carnaval deste ano teve uma aumento em 155% no número de homicídios.

Pelo andar da carruagem, a próxima crise do Governo Rosalba – que desanda na saúde – será na segurança pública.


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