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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

Veja destaca relações de Henrique Alves com a Operação Assepsia

Em virtude do conteúdo da informação, abro uma exceção e reproduzo texto da revista Veja sobre as relações entre Henrique Alves e a Operação Assepsia.

Por Lauro Jardim
http://veja.abril.com.br/blog/radar-on-line/?p=1048987


Henrique Eduardo Alves é citado nos grampos interceptados pelo Ministério Público do Rio Grande do Norte durante a operação Assepsia, que desmantelou em junho do ano passado uma quadrilha especializada em desviar dinheiro público da saúde no estado.
Nos grampos, integrantes da máfia classificam Alves como o “suporte político” que teria influência suficiente para alavancar os negócios do bando.
Em uma conversa interceptada pelo MP na internet, o comandante do esquema, o empresário da saúde Tufi Meres, foragido desde a operação, relata a um comparsa o encontro que teria tido com Alves para discutir a prorrogação de contratos em hospitais de interesse do grupo. Diz Tufi:
– Estive com Henrique Eduardo Alves e já falamos sobre a gestão do hospital.
Identificado pelo Ministério Público como interlocutor de Alves no bando, o lobista Cláudio Varela, segundo o MP, ofertou ao grupo criminoso serviços de “proteção política” que seriam realizados a partir da “influência” de Alves junto ao governo federal e junto ao governo do estado.
Em outra conversa interceptada pelo MP, Varela relata a um dos sócios de Tufi no esquema uma conversa que teria tido com Alves. Varela queria marcar o encontro de Tufi com o deputado, mas diz que teme ser visto com o comandante da máfia.
Disse, então, Varela:
– Conversando com o deputado, acertei que iria pra Brasília colar com ele para facilitar algumas coisas que vou resolver e foi aí que ele disse-me direto, olhando nos meus olhos: por favor, serei o presidente da Câmara e estou sendo vigiado 24 horas, não posso fazer contatos que possam me prejudicar. Confio em vocês. Quero que me preservem.
Com o processo ainda sob segredo de justiça, o MP investiga agora se os negócios almejados pela quadrilha foram realizados. O MP também solicitou a entrada da PGR no caso para avaliar se Alves serviu, de fato, como “suporte político” do bando – ou se o nome do deputado estava sendo utilizado fantasiosamente.

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