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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Veja destaca relações de Henrique Alves com a Operação Assepsia

Em virtude do conteúdo da informação, abro uma exceção e reproduzo texto da revista Veja sobre as relações entre Henrique Alves e a Operação Assepsia.

Por Lauro Jardim
http://veja.abril.com.br/blog/radar-on-line/?p=1048987


Henrique Eduardo Alves é citado nos grampos interceptados pelo Ministério Público do Rio Grande do Norte durante a operação Assepsia, que desmantelou em junho do ano passado uma quadrilha especializada em desviar dinheiro público da saúde no estado.
Nos grampos, integrantes da máfia classificam Alves como o “suporte político” que teria influência suficiente para alavancar os negócios do bando.
Em uma conversa interceptada pelo MP na internet, o comandante do esquema, o empresário da saúde Tufi Meres, foragido desde a operação, relata a um comparsa o encontro que teria tido com Alves para discutir a prorrogação de contratos em hospitais de interesse do grupo. Diz Tufi:
– Estive com Henrique Eduardo Alves e já falamos sobre a gestão do hospital.
Identificado pelo Ministério Público como interlocutor de Alves no bando, o lobista Cláudio Varela, segundo o MP, ofertou ao grupo criminoso serviços de “proteção política” que seriam realizados a partir da “influência” de Alves junto ao governo federal e junto ao governo do estado.
Em outra conversa interceptada pelo MP, Varela relata a um dos sócios de Tufi no esquema uma conversa que teria tido com Alves. Varela queria marcar o encontro de Tufi com o deputado, mas diz que teme ser visto com o comandante da máfia.
Disse, então, Varela:
– Conversando com o deputado, acertei que iria pra Brasília colar com ele para facilitar algumas coisas que vou resolver e foi aí que ele disse-me direto, olhando nos meus olhos: por favor, serei o presidente da Câmara e estou sendo vigiado 24 horas, não posso fazer contatos que possam me prejudicar. Confio em vocês. Quero que me preservem.
Com o processo ainda sob segredo de justiça, o MP investiga agora se os negócios almejados pela quadrilha foram realizados. O MP também solicitou a entrada da PGR no caso para avaliar se Alves serviu, de fato, como “suporte político” do bando – ou se o nome do deputado estava sendo utilizado fantasiosamente.

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