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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

TV Universitária é acusada de censurar matéria em benefício de secretária de educação do estado

A se confirmar a história, ela tem elementos do mais absoluto nonsense.  Se seria absurdo uma ação deliberada de censura em qualquer veículo de imprensa, muito menos sentido faz ver isso acontecer em uma emissora de TV Pública.

Por Daniel Menezes
Na Carta Potiguar

A secretária de educação do RN, Betânia Ramalho, recebeu uma ligação. Uma jornalista da TV Universitária do outro lado da linha.

Perguntas nada convenientes… para aquela que também é professora da UFRN.

A herdeira de Gutemberg fez uma indagação considerada inapropriada, sobretudo, num estado em que a imprensa não tem a combatividade como o seu forte.

A questão dizia respeito às supostas irregularidades na jornada de trabalho dos professores estaduais. Conforme o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do RN (SINTE), na terra de Poti a lei federal 11.738/2008 está sendo descumprida pela SEEC.

Resposta: “não dô entrevista por telefone”, disse a secretária.

Após a insistência da jornalista, mais um recado da representante do governo: “não falo mais sobre o assunto”, acompanhado da ameaça de contactar a reitora da UFRN para enredar o acontecido, algo típico dos praticantes do “você sabe com quem está falando?!” Ou do: “se ponha no seu lugar!”.

A repórter relatou tudo na matéria, mas a TV retirou a narração do ocorrido e todas as menções ao governo.

Do embrólio, fundamental para compreender como se processam as relações de poder no governo, na interação Estado-Sociedade-Imprensa, no nosso cotidiano, restou um parco trecho da fala da coordenadora geral Fátima Cardoso.

A citada TV Pública deve se manifestar.

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