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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

Revista italiana diz que camerlengo mandou grampear Vaticano

http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/folha-online/mundo/2013/02/28/revista-italiana-diz-que-cardeal-mandou-grampear-o-vaticano.htm

A revista "Panorama" informa, no número que começou a circular ontem, que, há um ano, os telefones, e-mails e até encontros mantidos no Vaticano estão sendo grampeados por ordem do cardeal Tarcisio Bertone --secretário de Estado até 20 horas desta quinta-feira (16h em Brasília) e, a partir de então, camerlengo, o gestor interino da igreja na ausência do papa.

O grampeamento, sempre segundo "Panorama", se iniciou em setembro de 2012, "quando começaram a circular as primeiras cartas de ameaça a Bertone e ocorreram os primeiros vazamentos de documentos reservados".

"Panorama" informa que "foi lançada a mais maciça e capilar operação de interceptação jamais realizada até hoje no Sacro Palácio [a residência papal]". Prossegue: "[A operação] continua até hoje, segundo alguns, porque, formalmente, a investigação sobre o Vatileaks não foi concluída".

Trata-se, sempre de acordo com a revista, de "uma colossal vigilância de hábitos, amizades e encontros", cujos resultados "foram entregues em mãos a pouquíssimas pessoas, e que deixam nervosos e preocupados muitos prelados e ameaçam pesar sobre o conclave".

A revista se pergunta se o grampeamento vai continuar durante a chamada "sede vacante", o período em que o Vaticano fica sem chefe, entre a renúncia do papa e a eleição do substituto.

Padre Federico Lombardi, porta-voz do Vaticano, disse ontem que a informação não tem o menor fundamento, mas a revista, em seu on-line, reafirmou tudo.

ESCÂNDALO

Vatileaks é o nome que o próprio Lombardi deu a um escândalo envolvendo documentos secretos que vazaram do Vaticano e revelam a existência de uma ampla rede de corrupção, nepotismo e favoritismo relacionados com contratos a preços inflados.

O escândalo explodiu em janeiro de 2012, quando o jornalista Gianluigi Nuzzi publicou cartas de Carlo Maria Viganò, responsável pelas licitações no Vaticano, em que ele pedia para não ser transferido por ter exposto uma suposta corrupção que custou a Santa Sé um aumento de milhões nos preços do contrato. Bertone, no entanto, despachou-o para os EUA, como núncio apostólico.

Nos meses seguintes, mais documentos vazaram, revelando uma luta pelo poder no Vaticano. O caso levou à condenação do mordomo do papa, Paolo Gabriele, apontado como a fonte do vazamento, mas Bento 16 o anistiou posteriormente.

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