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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Remoção: O documentário "Casas Marcadas"




A remoção de moradores no morro da Providência para a construção de um teleférico é o objeto desse documentário de dez minutos que vem sendo premiado.
"Casas Marcadas" foi realizado por três alunos dos cursos regulares da Escola de Cinema Darcy Ribeiro: Adriana Barradas (aluna de Direção), Ethel de Oliveira e Carlos R. S. Moreira (Beto), alunos de Montagem e Edição. O curta teve ainda Alessandra Schimite e Ana Clara da Rocha, como realizadoras.
Veja a página do filme no Facebook: https://www.facebook.com/casasmarcadasbrasil.

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