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Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Outra integrante do MST é assassinada na região de Campos (RJ) - segunda em dez dias

http://odia.ig.com.br/portal/rio/integrante-do-mst-%C3%A9-encontrada-morta-por-asfixia-em-campos-1.545338

Dez dias após a execução a tiros de Cícero Guedes dos Santos, 48 anos, líder do MST em Campos, outro integrante do movimento foi assassinado na região. A lavradora Regina dos Santos Pinho, 56, foi encontrada morta por asfixia, nesta quarta-feira, em casa, no assentamento Zumbi dos Palmares 4. Ela estava com um lenço amarrado no pescoço e com parte do corpo nu. O Incra enviou representantes da Ouvidoria Agrária para acompanhar as investigações.

De acordo com o delegado da 146ª DP (Guarus), Carlos Augusto Guimarães, responsável pelo caso, não está descartada da linha de investigação a disputa de terra. “Por enquanto, já ficou claro que não foi latrocínio (roubo seguido de morte), porque encontramos na casa dela dinheiro e objetos de valor. Mas não descartamos também crime sexual e a questão envolvendo o problema da terra. Não há sinais de luta, nem marca de sangue próximo ao corpo, que estava em adiantado estado de decomposição”, detalhou.

Regina morava sozinha no seu lote e atuava no MST há dez anos, além de praticar atividades junto à Comissão Pastoral da Terra. Ela foi vista pela última vez no domingo, chegando de carona numa moto. Segundo vizinhos, a vítima voltava de São Francisco do Itaboapona, também no Norte Fluminense, onde foi buscar um utensílio doméstico no bar de um amigo.

A polícia chegou até a casa dela porque colegas estranharam o fato de Regina não ter comparecido à missa de Sétimo Dia de Cícero, de quem era muito amiga.

O líder do MST morava num assentamento próximo ao lote de lavradora — Zumbi dos Palmares 1. As duas vítimas tinham o título de domínio do lote onde moravam, mas participavam de ações voltadas para a reforma agrária. Com as duas mortes, o clima na região é de medo.

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