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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Operação Assepsia: Tribuna do Norte publica "com exclusividade" informações noticiadas em 23 de janeiro

A Tribuna do Norte deste domingo de Carnaval, finalmente, fala sobre o relatório de auditoria da Sesap sobre o contrato da Associação Marca para administração do Hospital da Mulher, em Mossoró.
Quando parte do relatório foi publicado no blog e, depois, no Jornal de Fato, já se tornara fato público que dos R$ 18 milhões pagos à Marca, a auditoria atestou que R$ 8,4 milhões foram pagos irregularmente.  Ou seja, o contrato com a Marca desviou mais de R$ 8,4 milhões em recursos públicos.
No entanto, a Tribuna trata a divulgação do relatório como grande novidade - e como "exclusividade".
Será que a eleição de Henrique à presidência da Câmara pesou nessa decisão editorial?
Afinal, no âmbito da Operação Assepsia, ficamos cientes de que a entrada da Marca para a administração do Hospital da Mulher foi acertado pessoalmente entre Henrique Alves e o líder da organização criminosa, Tufi Meres.
Aliás, Tufi Meres é aquele que recebeu um habeas corpus de Ricardo Lewandowsky na sexta-feira anterior ao Carnaval para passar os dias da folia sem se esconder da polícia.

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