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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

O que a escolha do Quinto Constitucional diz sobre promiscuidade entre poderes

Por Dinarte Assunção
http://dinarteassuncao.wordpress.com/2013/02/16/o-que-o-quinto-constitucional-diz-sobre-a-promiscuidade-entre-nossos-poderes/


E eis que temos um novo desembargador.

Quarto mais votado pelos advogados, e segundo mais preferido pelo pleno do Tribunal de Justiça, Glauber Rêgo teve a sorte de ser sobrinho de Getúlio Rêgo e ter caído nas graças da governadora Rosalba Ciarlini.

Percebem que a maioria não o quis.

Mas se lembrem igualmente que não vivemos em um território onde os desejos da maioria são soberanos.

Glauber não foi o mais votado. Não foi o mais eleito. Mas será desembargador.

É um processo de escolha típico das nossas instituições, que têm há muito o hábito de se deitar uma com a outra num hábito de promiscuidade institucional que escandaliza a todos, menos aos empoleirados no poder.

Vejam, por exemplo, o que prometeu fazer o deputado estadual Getúlio Rêgo, líder do DEM na Assembleia Legislativa.

Declarou o parlamentar ao blog de Thaísa Galvão que iria pedir à governadora que escolhesse seu sobrinho. Acrescentou, à guisa de justificativa, que os demais candidatos fariam o mesmo.

Se um mínimo de bom senso houvesse, o parlamentar sequer se gabaria de sua proximidade à governadora. Faria o pedido discretamente e ponto.

É o tipo de agachamento moral que é comemorado por quem faz e colhe os louros da manobra.

Também é o tipo de circunstância que diz muito sobre nossas instituições. Não por acaso, o Tribunal para o qual Rêgo foi escolhido tem quase metade de sua composição investigada por órgãos superiores.

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