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Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

O preço da denúncia contra Gabriel Chalita: R$ 500 mil





Oferta teria sido feita pelo deputado Walter Feldman (esq.), coordenador da campanha de José Serra à prefeitura de São Paulo em 2012; acusação é do ex-diretor de Tecnologia da Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE) Milton Leme; ele falou ao Ministério Público nesta quarta-feira 27; pedido para que engrossasse o caldo das denúncias teria sido feito a ele por Roberto Grobman (dir.), analista de sistemas que acusa o deputado Gabriel Chalita (PMDB-SP) de enriquecimento ilícito.

O escândalo em torno das acusações de recebimento de propinas de R$ 50 milhões pelo deputado, ex-candidato a prefeito e ex-secretario da Educação, Gabriel Chalita (PMDB-SP) atingiu em cheio um dos coordenadores da campanha de José Serra à Prefeitura de São Paulo, no ano passado.

O ex-deputado Walter Feldman teria oferecido o pagamento de R$ 500 mil ao ex-diretor de Tecnologia da Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE) Milton Leme para que ele confirmasse as acusações do analista de sistemas Ricardo Grobman contra Chalita. Leme, de acordo com Grobman, fazia a coleta de "dinheiro em caixas" para o então secretário de Educação do governo Geraldo Alckmin, entre 2003 e 2007.

"Ficou claro que o objetivo era me apresentar pessoalmente (a Feldman) para saber das minhas intenções de apoiar ou não uma ação, com a qual não compactuo", disse Leme ao jornal O Estado de S. Paulo, na tarde desta quarta-feira 27. "Ele (Grobman) me mandou uma mensagem insinuando que eu estava protegendo algumas pessoas. A contrapartida fica evidente, que eu deixasse de proteger alguém."

O ex-deputado Feldman, um dos políticos mais próximos ao ex-candidato José Serra, disse "desconhecer esse tipo de prática (saiba mais sobre o caso). Ao 247, Grobman confirmou ter procurado o PSDB antes de fazer suas denúncias e disse que foi acompanhado ao Ministério Público pelo jornalista Ivo Patarra, que também atuou na campanha de Serra (leia maisaqui).

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