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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

O filme do brasileiro sobre escutas telefônicas de Murdoch



Por Daniel Florêncio
No Blog do Nassif

Caro Nassif,

Espero que esteja bem,

Sou o roteirista e diretor de um longa metragem sendo produzido em Londres sobre o caso das escutas telefônicas ilegais, paparazzi e cultura de tabloides, baseados nos eventos recentes envolvendo os jornais de Rupert Murdoch no Reino Unido. Esse filme é inspirado em um documentário que produzi para, e que foi o primeiro programa a ser exibido no hoje extinto "Current UK", a filial britânica do canal "Current TV" de Al Gore, que foi recentemente vendido nos EUA para a Al Jazeera.

Há um ano atrás, a SKY, o serviço de TV por assinatura na Europa, que é controlado por Rupert Murdoch, decidiu não renovar o contrato de distribuição com a Current TV, forçando o canal a fechar na Itália e no Reino Unido. A época, Al Gore acusou Murdoch publicamente de abuso de poder e de não renovar os contratos porque a Current TV "não se encaixava com a agenda ideológica da gigante de mídia."

Esse filme, "Chasing Robert Barker", que está nesse momento levantando finanças pelo site de crowdfunding Kickstarter, conta a história de um Paparazzo que é enviado para conseguir fotos de uma estrela de cinema, e que eventualmente tem de encarar o fato de como uma história em um tablóide afetou sua própria vida. O filme começa a ser rodado em abril.

Sobre mim, sou Daniel Florêncio, brasileiro e residente em Londres já há alguns anos. Trabalhei no desenvolvimento e no lançamento da Current UK, pra quem produzi vários documentários sobre mídia, incluindo "Gagged in Brazil", onde expus as relações entre Aécio Neves e a mídia corporativa local. Nas eleições presidenciais de 2010, criei o termo "Bolinhagate", para o episódio da bolinha de papel de José Serra, onde produzi um vídeo que viralizou na web, expondo a edição feita pelo Jornal Nacional do episódio.

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