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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Nepotismo cruzado? AL acolhe filha de desembargador e TJ abriga ex-mulher de deputado

Por Dinarte Assunção

Passeando pelos Diários Oficiais produzidos pelas instituições desta província, deparei-me com uma circunstância alheia à minha pesquisa.

Vejam, meninos, data de 22 de janeiro passado a nomeação de Roberta Veríssimo de Oliveira Carlos no Tribunal de Justiça. Detalha o ato de nomeação que ela será auxiliar judiciário, pertencente ao quadro de pessoal do Poder Judiciário.

E quem é a moça? Ex-mulher do presidente da Assembleia Legislativa, Ricardo Motta.

Tudo estaria normal não fosse o Diário da Assembleia registrar uma espécie de cortesia.

Em 24 de janeiro, dois dias depois, Danusa Alvarenga Medeiros Amorim é nomeada em cargo de comissão de agente legislativo.

(E quem é a moça, Dinarte?) Danusa é filha do desembargador Cláudio Santos.

Claro que não se trata de nepotismo cruzado.

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