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Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Namorado posta mensagem a jovem morta em Santa Maria no Facebook e emociona milhares

Do Metro São Paulo

Fora de contexto, é só um recado de um jovem para a namorada. A mensagem do estudante Lucas Souza, 18 anos, porém, nunca será lida por Paula Gatto, 19 anos. Ela é uma das 236 vítimas da tragédia de Santa Maria. O comovente relato, feito como se Paula fosse ler a mensagem, já foi lido por quase 200 mil pessoas no Facebook e teve mais de 37 mil compartilhamentos.

O texto foi publicado na segunda-feira, depois do enterro da jovem, que estudava Agronomia na UFSM, assim como o namorado. No noite da tragédia, Lucas estava acampando com amigos em Ivorá, município onde nasceu, a 40km de Santa Maria. Já Paula havia ido à festa com amigas. O casal estava junto havia seis meses, numa relação que se iniciou na própria Kiss.

Ele ficou sabendo do incêndio às 6h30, ao receber uma ligação. “Corri para Santa Maria, rodei os hospitais atrás dela. Como não achei em lugar nenhum, fui para o ginásio onde estavam os corpos. Acabei reconhecendo ela pela corrente de pérola e o relógio. Sem medo de errar, é a pessoa mais importante da minha vida”, contou ontem.

Emocionado, o pai de Paula, José Paulo Gatto, 47 anos, disse que a filha queria apresentar o namorado à família antes do Carnaval: “Ela me disse: ‘Pai, ele é o amor da minha vida’. Tinham até pensado no nome dos filhos que iam ter juntos”. O festejo que participariam, na Quarta Colônia, composta por municípios da região de Ivorá, acabou cancelado pela tragédia.

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