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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

MP requisitou vistoria na boate Kiss em 2011

No UOL
Uma requisição do MP-RS (Ministério Público do Rio Grande do Sul) de 7 de julho de 2011 pedia uma vistoria na boate Kiss, de Santa Maria, para verificar a situação sanitária e de plano de combate a incêndio na casa noturna onde morreram mais de 200 jovens na madrugada do último domingo (27).

O documento é assinado pelo promotor público João Marcos Adede y Castro, que se aposentou em dezembro do último ano. "Eu recebia muitas denúncias de bombeiros que iam fiscalizar os locais e não eram obedecidos pelos proprietários. Então, eles me procuravam porque se sentiam impotentes e não conseguiam obrigar os donos a seguirem as leis. Foi o caso da denúncia dessa boate", relata Castro.
  • Reprodução

    Como comprovou a tragédia que comoveu o Brasil e o mundo, não houve mudança significativa na casa noturna. "Aqui em Santa Maria há uma resistência forte porque os empresários não querem gastar com segurança e não há uma pressão governamental para controlá-los", conta o promotor, que diz ter mandado mais de 400 pedidos de fiscalização do comércio da cidade gaúcha.

    Essa declaração vem ao encontro da notícia de que a delegacia e a própria Prefeitura de Santa Maria estão com alvarás de combate de incêndio vencidos.

    Nesta semana, o Corpo de Bombeiros de Santa Maria confirmou que existem milhares de pedidos na fila para serem examinados, e que, portanto, alguns meses podem se passar até que o alvará acabe sendo renovado.

    "Todas as escolas públicas daqui não têm alvará nem estrutura para evacuação de incêndio. É a regra da cidade. A fiscalização e fechamento de locais e de comércios não dá voto", critica Castro.

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