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Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

#LeydeMedios: Segundo Estadão, presidente decide manter projeto engavetado

http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/92359/

Apesar da pressão do PT e do ex-ministro Franklin Martins, que foi recebido por ela no Palácio do Planalto, presidente manda avisar que ainda não se convenceu, segundo reportagem do jornal da família Mesquita; Rui Falcão, presidente do PT, insiste que essa será uma das principais bandeiras do partido em 2013.

A presidente Dilma Rousseff decidiu enfrentar a cúpula do PT e deve manter engavetada a proposta que cria mecanismos para o controle dos meios de comunicação, segundo informações de auxiliares do governo, noticiadas pelo Estadão.

Na última quarta-feira, Dilma recebeu o jornalista Franklin Martins, ex-ministro da Secretaria de Comunicação, no Palácio do Planalto. Franklin é autor de uma Lei de Meios, semelhante à que foi implantada por Cristina Kirchner, para democratizar o setor de comunicação – estudo recente, da organização Repórteres sem Fronteiras, apontou a mídia brasileira como uma das mais cartelizadas do mundo, como se no Brasil houvesse "30 Berlusconis".

O jornalista Paulo Henrique Amorim chegou a dizer que o encontro, que teria durado mais de uma hora, ameaçava João Roberto Marinho, que comanda O Globo, e seus irmãos.

A queda de braço entre o PT e a imprensa se tornou mais acirrada desde a condenação de petista pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por corrupção e formação de quadrilha no processo do mensalão. Um dos condenados, José Dirceu disse que regular os meios de comunicação era uma das prioridades do partido para este ano. Ao lado do presidente nacional do PT, Rui Falcão, ele acusou a mídia de ter “pressionado” o Supremo.

Na quarta-feira, durante reunião com deputados do PT, em Brasília, Falcão foi ainda mais enfático e atacou a imprensa de atuação política, dizendo que eles fazem a “real oposição” ao governo.

O presidente do PT aproveitou a reunião para avisar que o partido vai se dedicar à luta pela democratização dos meios de comunicação neste ano. "Vamos às redes sociais e aos partidos lutar pela liberdade de expressão. Esses a quem eu nominei, que tentam interditar a política no Brasil, essa oposição extrapartidária que quer fazer com que se desqualifique a política e quando a gente desqualifica a política, abre campo para aventuras golpistas que levaram ao nazismo, fascismo e devemos afastar do nosso país", disse. "Combater essa oposição sem cara, mas com voz é um dos objetivos do PT nessa conjuntura", completou.

Mas Dilma não parece disposta a entrar nessa guerra, principalmente na luta por sua reeleição.

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