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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Fotógrafo agredido em bloco de Carnaval em Natal mostra riscos à democracia

Não é admissível que, em plena vigência do regime democrático, a Polícia Militar agrida e "confisque" equipamentos de trabalho de fotógrafos ou jornalistas no exercício da sua atividade.
No meio dos ataques ao Baiacu na Vara na quarta-feira de cinzas, episódio defendido por PMs e seus apoiadores nas redes sociais, o fotógrafo Paulo Almeida  foi agredido e teve sua câmera "apreendida".
O crime de Paulo Almeida foi registrar em fotos e vídeos a violência excessiva da polícia.
Ele não foi o único.  No vídeo que publicamos aqui a autora relata ter sido agredida também.
A democracia está em risco quando agentes como fotógrafos são atacados e filmes e fotos destruídos para que se escondam crimes.  Ainda mais se os autores dos crimes são agentes da lei e do estado.

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