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Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Foto de soldado israelense mirando em criança palestina causa polêmica na Internet


Foto postada no Instagram mostra uma criança palestina como alvo de um atirador israelense

No Opera Mundi

A foto de um garoto visto através do alvo de um rifle tem provocado polêmica na Internet. O motivo: a imagem teria sido tirada por Mor Ostrovski, atirador do Exército israelense, ao apontar a arma a um jovem palestino.

"Isso é como funciona a ocupação. Isso é como parece o controle militar sobre a população civil",escreveu um membro da organização Breaking the Silence, que publica testemunhos de veteranos israelenses que desejam conscientizar as pessoas sobre a vida na Cisjordânia ocupada. Outros relatórios da organização mostram declarações de soldados que chegaram a atirar em crianças.

O Exército de Israel disse que os comandantes do soldado estão investigando o incidente, que "não está de acordo com o espírito ou valores das Forças Armadas", afirmou um porta-voz.

Já Ostrovki, de 20 anos, fechou sua conta no Instagram, onde a imagem foi postada, e disse ao Exército que não foi o autor da foto, mas teria achado-a na Internet. Não existem outras fotos que confirmem se o garoto foi atingido.

A foto foi originalmente postada no site focado em questões palestinas Electronic Intifada, que a considerou "de mau gosto e desumana". A mesma publicação postou fotos de outro soldado israelense.

O conceito de "war sporno" (uma mistura de esporte, pornografia e guerra) é mencionado em outro artigo do site como o que faz outros soldados israelenses em suas contas do Instagram. Imagens de semi-nudez, portando armas ou equipamentos de uso militar, erotizam o trabalho de combatentes.

Esse tipo é frequente nas fotos de Nisim Asis, por exemplo. O soldado tinha seu perfil na rede social descrito como "Nisim asis 22 anos de idade. Jerusalem-Israel.. Eu gosto de palestinos mortos :-)" e publicou fotos de si mesmo lambendo uma faca com algo que se parece com ketchup e a legenda "Fodam-se todos os árabes seu sangue é gostoso".

Em setembro de 2012, as Forças Armadas israelenses anunciaram a conta israeldefenseforces no Instagram, com fotos de campo dos soldados. Assim, o Electronic Intifada pergunta: "Dado o esforço do Exército de Israel em policiar o uso de redes sociais por soldados, como devemos interpretar posts de soldados regulares que erotizam sua imagem militar?", em que "a sexualidade é usada como propaganda oficial das operações israelenses".

Além do caso de Ostrovski, o Exército israelense também está a cargo de analisar a foto postada no Facebook de um soldado da infantaria em Hebron, em que ele aparece ao lado de quatro palestinos detidos, algemados, curvados e vendados. O comandante da brigada, que descobriu o incidente, considera que o caso deve ser considerado questão disciplinar, não objeto de investigação criminal. Um inquérito da Polícia Militar, aberto logo após a divulgação da foto, foi fechado quando o soldado já havia sido julgado por seus superiores.

O soldado fotografado foi sentenciado a 14 dias de detenção e instruído a remover a foto das redes sociais e de seu celular. O soldado que tirou a foto não sofreu punições.

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