Pular para o conteúdo principal

Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Depoimento de Marcos Valério acusando Lula ainda não foi recebido pelo MPF em Minas Gerais

Ainda não foi esclarecida, também, a acusação de que Valério teria recebido ao menos R$ 17 milhões em troco de um depoimento envolvendo Lula.  Testemunha do acerto já teria falado à justiça sobre o assunto.

Na Folha de São Paulo



O Ministério Público Federal em Minas Gerais ainda não sabe o destino do depoimento em que o empresário Marcos Valério de Souza acusa o ex-presidente Lula de envolvimento no mensalão.

Segundo a Procuradoria-Geral da República, a acusação foi enviada anteontem para Belo Horizonte, mas até a noite de ontem os papéis ainda não haviam chegado.

Por causa do recesso do Carnaval, o órgão prevê que o documento esteja nas mãos de um procurador em até 15 dias. É ele que vai decidir se vai investigar o caso e oferecer denúncia ou não.

Quando a acusação chegar à Procuradoria, passará pelo setor de protocolo, pela triagem e será então enviada ao procurador-chefe do órgão.

O processo pode ir para as mãos de um procurador por sorteio ou, caso o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, indique que ele tem relação com uma outra ação, ficar com o procurador responsável por esse caso.

A decisão de enviar o caso para Minas Gerais ocorreu, segundo Gurgel, porque a Procuradoria no Estado já trabalha em "um desmembramento determinado pelo ministro Joaquim Barbosa que trata de assunto relacionado ao esquema do mensalão".

Segundo a Procuradoria, há pelo menos seis ações decorrentes de desmembramentos do mensalão no Estado. Valério era réu e já foi condenado em duas delas.

O novo depoimento não foi apreciado pelo Supremo Tribunal Federal porque o julgamento do mensalão já estava em curso quando ele fez as novas acusações. O advogado de Valério, Marcelo Leonardo, afirmou ser "irrelevante o local para onde foi encaminhado o depoimento".

Comentários

Postagens mais visitadas