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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Democracia? Estudantes do #OcupaUSP são denunciados por formação de quadrilha

No Brasil vivemos cada dia um cenário em que a direita facista tende a, mais e mais, criminalizar os movimentos sociais. Em Natal, estudantes foram abertamente taxados de vândalos por PMs e parte da imprensa.

Em São Paulo, responderão como quadrilha.

Cada DCE, CA, Associação de Moradores, partido político que faça qualquer ação de protesto, como interromper uma via pública, a partir dessa denúncia, poderá ter seus membros denunciados por formação de quadrilha.

Precedente perigoso para a democracia - e festejado por alguns que não sei o que pensam sobre o direito de luta, reivindicação e do próprio espírito da democracia.
A democrática ação de desocupação da USP gerou cenas como essa acima. Estudantes alegaram que danos ao patrimônio foram provocados pela Polícia na ação de força empregada.
Na CartaCapital

Em nota de repúdio divulgada na terça-feira 6, o Diretório Central dos Estudantes (DCE) da USP classificou a denúncia do Ministério Público contra os 72 alunos que ocuparam a reitoria da universidade em 2011 como um “ataque ao movimento estudantil e aos movimentos sociais”.
A nota foi divulgada após o SBT noticiar que uma promotora de São Paulo havia acusado os manifestantes por danos ao patrimônio, pichação, desobediência judicial e formação de quadrilha. O ato de protesto tinha o objetivo de pressionar a reitoria da universidade a retirar a Polícia Militar do campus.
Na nota, o DCE lembrou a forma “violenta” como a reintegração de posse da reitoria ocorreu e disse repudiar qualquer punição aos estudantes. A entidade reagiu à declaração da promotora Eliana Passarelli, responsável pela acusação que, em entrevista à Folha de S.Paulo, chamou os estudantes de “bandidos”. Segundo ela, o material encontrado no local, como garrafas, combustível e outros artefatos, poderiam ser usados para fabricar bombas.
“Lutar por democracia e diálogo não é crime”, reagiram os estudantes
O advogado de um dos manifestantes declarou ao SBT que a denúncia foi exagerada. Se condenados, as penas podem chegar a oito anos de prisão. Se forem condenados por todos os crimes, os alunos podem ser presos por mais de oito anos.
Devido às férias estudantis, nenhum protesto contrário à decisão judicial está marcado. No entanto, já estão previstas rodas de debate sobre a “repressão” e a “democracia na USP” naCalourada Unificada, o maior evento de recepção de calouros da universidade.

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