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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

As formas de nepotismo do futuro presidente da Câmara Federal

A eleição do deputado federal Henrique Eduardo Alves (PMDB) à presidência da Câmara é dada como certa no pleito da segunda-feira.  Desse modo, é de se esperar que se ampliem as formas de nepotismo aplicadas pelo deputado.
Explico.
Por exemplo.  Andressa Azambula Alves, sua filha, foi denunciada como fantasma em um cargo na Direção Geral da Câmara. "Registrada na diretoria-geral, deveria dar expediente na liderança do PMDB. Parte dos funcionários da liderança não a conhece. Outros dizem que ela está em férias", dizia o texto, em 2006.
A mesma Andressa ocupou um cargo comissionado (Diretor de Divisão de Almoxarifado) na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, nomeada pelo então presidente, o pemedebista Jorge Picciane.
Andressa é filha de Mônica Azambuja - aquela ex-mulher que o denunciou por possuir US$ 15 milhões no exterior no meio de uma briga judicial por causa de pensão.  Mônica, por sua vez, é empregada na CONAB, comandada pelo PMDB, como noticiado semana passada.
Outra ex-mulher, Priscila Gimenez, ocupou cargo na Secretaria de Turismo na gestão da ex-prefeita Micarla de Sousa (PV), enquanto Henrique era seu aliado.
Nesse caso, Priscila responde a uma ação de improbidade administrativa, acusada de ser funcionária fantasma.  Já tratamos do caso no blog.  O processo tem número 0802910-15.2012.8.20.0001.  Ainda não há sentença, mas o processo pode ser lido na íntegra por ser digital no site do TJ-RN.Parece que Henrique não paga pensões, mas arruma empregos.

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