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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Sobre charges, jornalismo, tigres, corvos, porcos e urubus

Corvos, porcos, urubus.
Vou evitar qualificar porque, de repente, a qualificação seria encarada como agressão.
De um lado, gente como Datena no direito constitucional de expressão - com o perdão da hoje má palavra - tentando inflamar a população para fazer de uma grande tragédia uma tragédia ainda maior.  No ar, ao vivo, incitou linchamentos no caso de Santa Maria.
A seu lado, colunistas como Reinaldo Azevedo ainda visam a exploração político-midiática da tragédia.  Nenhum comentário dele superaria a imagem do choro - dos pais, de Dilma, do Brasil.
Porém nada chegou perto na mídia, em nível de sandice, da charge de mal gosto de Chico Caruso.
Politizar uma tragédia desse porte dessa maneira parece, no mínimo, desumano.
E me fez pensar no filme que assisti ontem.  "As aventuras de Pi".  Qualquer comentário que possa fazer sobre o filme de Ang Lee, temo, não fugirá do spoiler.
Mas acho que é em horas como essas que os humanos provam o quanto é difícil domar ou adestrar Richard Parker.

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