Pular para o conteúdo principal

Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Será que Henriquinho vai bater na trave de novo?

http://www.brasil247.com/+r112d

Apelidado dessa forma em razão da suposta fortuna no exterior, o deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB/RN) corre o sério risco de não conseguir realizar o sonho de presidir a Câmara dos Deputados por conta de suas encrencas financeiras; em 2002, quando tentou ser vice de José Serra, foi abatido em pleno voo com a denúncia feita pela ex-mulher de que mantinha (naquele tempo) US$ 15 milhões em paraísos fiscais; rivais Julio Delgado e Rose de Freitas fortalecem suas candidaturas.

Deputado federal há 42 anos, Henrique Eduardo Alves (PMDB/RN) acalenta um sonho: o de presidir a Câmara dos Deputados. Apontado como candidato único do PMDB desde o início do governo Dilma, ele é favorito, ainda que a maior bancada seja a do PT – um acordo feito entre os dois partidos permitiu um rodízio entre as legendas, que, segundo os petistas, será cumprido.

De todo modo, começou o fogo cruzado e não se sabe se os disparos contra Henrique Eduardo Alves são fogo amigo ou adversário. O fato é que suas encrencas financeiras fazem com que ele cumpra uma triste sina: a de sempre bater na trave. Em 2002, quando ele pretendia ser vice de José Serra, foi abatido com a denúncia, feita pela ex-mulher, de que mantinha US$ 15 milhões no exterior – de onde vem o apelido de "Henriquinho".

Agora, é acusado de direcionar recursos de emendas parlamentares para a empresa do seu próprio tesoureiro de campanha e de usar laranjas para ocultar patrimônio. Sabe-se também que o governo Dilma não estava nada confortável com a entrega da presidência das duas casas legislativas ao PMDB – no Senado, o favorito para assumir a presidência é Renan Calheiros (PMDB/AL).

As denúncias do fim de semana deixam claro que janeiro terá grandes emoções na política. Contra Henrique Eduardo Alves, disputam Julio Delgado (PSB/MG) e Rose de Freitas (PMDB/ES), que tentarão, ao menos, levar a disputa para o segundo turno.

Comentários

Postagens mais visitadas