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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Será que Henrique, Hermano e Fernando Leitão ainda lembram do IP?

Quem ainda se lembra do IP (Instituto Potiguar de Desenvolvimento Social)?
Em 8 de dezembro de 2010, a Folha de São Paulo destacou o IP.
O IP é uma ONG ligada ao deputado estadual Hermano Moraes (PMDB). Henrique havia destinado R$ 400 mil de sua cota de emendas no Orçamento de 2011 para a ONG.
Na matéria de 2010, Hermano negou ligação com o IP, mas Henrique afirmou ter recebido o pedido de emenda do próprio Hermano - à época ainda vereador.
A destinação era a "qualificação de profissionais associados ao segmento do turismo".
No Orçamento de 2010 Henrique já havia apresentado uma emenda de R$ 200 mil para o IP, mas o dinheiro não havia sido liberado.
Segundo a Folha, ainda, a "ONG, que deixou de funcionar em 2007 e foi reativada no ano passado [2009], é a única entidade beneficiada diretamente por emenda de Henrique Eduardo Alves no relatório apresentado por ele, no fim de novembro, à Comissão Mista de Orçamento no Congresso".
Henrique Eduardo Alves disse na época à Folha que a ONG, uma ilustre desconhecida, é muito "respeitada" e "reconhecida" no Rio Grande do Norte.
"Para o deputado, o objetivo da emenda é 'importantíssimo' para o Rio Grande do Norte, que é destino de muitos turistas", complementava a matéria.
Aurélio Soares de Gois Júnior, chefe de gabinete de Hermano Morais, aparecia como responsável pelo IP no sistema do Portal de Convênios. O convênio estava previsto para ser concluído em 28 de dezembro de 2011, mas o sistema não informa se algo do convênio foi executado.
O mais curioso é que um dos responsáveis pelo IP é justamente Fernando Leitão, irmão de Hermano - o mesmo Hermano que disse à Folha em 2010 não ter nada a ver com o Instituto. O mesmo Fernando é sócio da Bonacci, empreiteira na qual era sócio de Aluizio Almeida, ex-chefe de gabinete de Henrique Alves (que empreiteiro seria chefe de gabinete de um deputado federal?).
No caso do convênio denunciado pela Folha, não seria mais lógico que o município fizesse a proposta de convênio e que se contratasse entidades de treinamento do sistema S (SENAC), que inclusive já possui um hotel-escola na cidade, o Barreira Roxa, na Via Costeira? Por que contratar uma ONG desconhecida para tal?
Nadjaluce de Carvalho Barros, outra representante do IP, foi diretora do Departamento de Segurança Alimentar da Secretaria Municipal de Trabalho e Assistência Social (Semtas) na gestão Micarla de Sousa. Nadjaluce é presidente de outra ONG beneficiada com convênios federais: o Instituto Potiguar de Juventude pela Cidadania.
Outro nome ligado a este instituto é o de Maria Aparecida Polícia, que trabalha no setor de relações sindicais da Fiern.


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