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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Procurador quer que Cid Gomes pague show de Ivete Sangalo

Na Folha de São Paulo

O Ministério Público Federal no Ceará entrou na Justiça ontem contra o governador do Estado, Cid Gomes (PSB), pedindo a devolução dos R$ 650 mil pagos à cantora Ivete Sangalo para um show de inauguração de um hospital no interior.

A ação pede que a restituição seja feita com "recursos financeiros do próprio governador", e revertida ao maior hospital de emergência do Estado, o Instituto José Frota.

"Não tem sentido o governador gastar recursos com festas para inaugurar hospital, enquanto se faz urgente o atendimento de cidadãos em fila de espera por cirurgias", afirmou, em nota, o procurador Oscar Costa Filho.

Costa Filho classificou a contratação como um ato "agressivo à problemática da saúde pública", e citou gargalos no setor no Estado, como 349 pacientes em espera por cirurgias ortopédicas.

O show, no dia 18 passado, ocorreu na inauguração de um hospital estadual em Sobral (240 km de Fortaleza), berço político dos irmãos Cid e Ciro Gomes. A obra custou R$ 227 milhões.

Para a Procuradoria, houve violação do princípio da moralidade administrativa e desvio de finalidade na contratação do show. A ação pede ainda que Cid seja impedido de usar recursos públicos vinculados à saúde para realizar eventos festivos.

Em outra frente, a despesa é questionada pelo Ministério Público de Contas cearense --órgão de controle do Tribunal de Contas do Estado.

A assessoria de Cid Gomes disse que a ação do MPF não procede porque o dinheiro do show não saiu da saúde estadual, mas da Casa Civil.

Na semana passada, o governador disse que continuará a promover esse tipo de evento "doa a quem doer" e citou a necessidade de diversão do povo. Ivete Sangalo não se manifestou.

Em agosto, em outra ação questionada, a gestão Cid pagou R$ 3,1 milhões por um show do tenor Plácido Domingo na inauguração do centro de eventos do Estado.

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