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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Primeiro usuário de crack a dar entrada em São Paulo foi dopado e levado pela filha

No UOL

Ana Paula Mira, 33, chegou ao Catrod (Centro de Referência de Álcool, Tabaco e Outras Drogas do Estado), no centro de São Paulo, às 12h desta segunda-feira (21), para internar seu pai, de 62 anos, contra a vontade dele. Ele, que é dependente de crack, foi o primeiro a dar entrada no local após o lançamento do programa de internação compulsória de viciados em drogas do Governo do Estado.

"Ele passou a noite inteira de ontem usando crack na rua. Consegui encontrá-lo e pedi que dormisse em casa para que fossemos a um médico fazer exames hoje. Para conseguir trazê-lo, coloquei calmante na sua comida durante o café da manhã", conta a filha.

Ana Paula chegou com o pai e uma amiga ao Catrod em um carro particular. "Estive aqui ontem e não souberam me informar qual serviço de resgate poderia trazê-lo. Então, acabei trazendo eu mesma."

A secretária da Justiça e da Defesa da Cidadania, Eloisa de Sousa Arruda, disse hoje, durante o lançamento do programa, que qualquer um pode ligar para o resgate (192, do Samu) em busca de auxílio para internar um parente ou amigo.

A internação, uma parceria entre o governo do Estado, Tribunal de Justiça, Ministério Público Estadual, OAB-SP e Defensoria Pública, começou hoje no Cratod.

Grupos de agentes de saúde farão abordagens de usuários de drogas nas ruas, visando àqueles com saúde debilitada, às grávidas e às crianças. Em seguida, o resgate será acionado, e os indivíduos serão encaminhados para pronto-socorros. Lá, uma equipe médica vai avaliar a necessidade da internação. Caso o paciente se recuse, ele será encaminhado para o Catrod, onde um plantão com defensores públicos, advogados, membros do Ministério Público e agentes de saúde vai avaliar o caso. Um juiz de plantão no local deve autorizar ou não pedidos de internação compulsória.

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