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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Porque Henrique Alves é o melhor para a Câmara dos Deputados

Por Dinarte Assunção
http://dinarteassuncao.wordpress.com/2013/01/13/por-que-henrique-alves-e-o-melhor-para-a-camara-dos-deputados/

Às vésperas da mesa diretora do Congresso Nacional ser definida, denúncias abundam contra Henrique Alves, favorito para ser o presidente da Câmara dos Deputados. Os jornais revelam um peemedebista encalacrado com questões pouco republicanas e desnudam a roupa da rei com fatos que ignorados pela imprensa daqui.

O que isso nos diz sobre Henrique Alves?

Começando por Veja, sabe-se que o líder do PMDB na Câmara usa empresas de fachada para aluguel de veículos. Instado a manifestar, deu três explicações antagônicas. Primeiro disse que usava carro próprio; depois reconheceu o aluguel para, por fim, sair-se com essa ao dizer que um assessor fosse procurado para dar explicações: “Você acha que eu cuido disso?”.

A Folha de S. Paulo destacou hoje que Alves usa emendas parlamentares para abastecer empreiteira do próprio assessor. Por meio da assessoria, negou a irregularidade e disse que só acompanha o processo político na indicação das emendas. E mais uma vez pediu para a reportagem procurar o assessor em questão.

O Estado de S. Paulo narra que Alves conseguiu manobrar contra ação que apura US$ 15 milhões atribuídos ao deputado em paraísos fiscais. Alves preferiu não se pronunciar nesse caso alegando que o processo corre sob segredo de Justiça.

Uau!

Vivêssemos em um país sério, esses elementos contra Alves jamais estariam postos. E se indícios houvesse contra o deputado, ele mesmo trataria de mandar apurar. Quem não tem o que dever, temores não terá.

Uma das grandes lideranças que o PMDB produziu foi a do deputado Ulysses Guimarães. Você podia não concordar com ele, mas era imprescindível ouvir o que ele tinha a dizer. Ulysses agregava pelo senso natural de líder, o que falta a Alves. Basta bem observar as dissidências dentro do próprio partido que ele deveria unir.

Disse Ulysses certa vez: “A saliva é o combustível dos políticos e, graças a Deus, não está em falta no mercado”.

No contraponto do denuncismo, a saliva de Alves nos dá mais uma lição. Ele tem defendido em sua campanha à presidência um orçamento impositivo e mais transparência e moralidade para a Casa.

Se não começa por si mesmo apenas reforça a imagem que temos da Congresso, uma instituição falida na qual a relação espúria do toma-lá-dá-cá é a que prevalece.

Henrique poderia fazer o oposto. Mas está empenhado no continuísmo que há muito não toleramos mais.

É o melhor para a Câmara dos Deputados, dentro do contexto que está posto: no continuísmo da imoralidade, Alves indica que não há ninguém que possa representar isso tão bem quanto ele.

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