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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Para auditoria, Marca tinha gestão ineficaz, antieconômica e com contratos suspeitos

O relatório da auditoria traz várias observações interessantes.  A primeira delas diz respeito ao fato de a Associação Marca ter contratado, para atuação no Hospital da Mulher, a empresa de consultoria de Rosi Bravo e Antônio Carlos de Oliveira Júnior, a Olivas Planejamento Assessoria e Serviços LTDA.
O contrato seria para assessoria, consultoria, implantação, acompanhamento, controle e apoio à gestão do Hospital.  Ou seja, o termo de parceria com o governo do estado seria tocado pela OPAS e não pela Marca.  O contrato com a OPAS - na verdade, um contrato fake, uma vez que as duas organizações fazem parte do mesmo esquema desvendado na Operação Assepsia - foi assinado em 29 de fevereiro de 2012, "curiosamente mesma data e dia da assinatura do Termo de Parceria junto à SESAP/RN".
A conclusão da equipe de auditoria é que "foi um recurso despendido sem nenhum resultado objetivo de cunho técnico/operacional que pudesse justificar tal despesa ao erário estadual".
Além disso, a Marca, diz o relatório, recebeu recursos para montar um hospital de referência em gestação de alto risco, no entanto a estrutura física ficou tão aquém do que estabelece a legislação que o Hospital da Mulher não tinha alvará sanitário.
Segundo a equipe de auditoria, a Associação Marca protelou a entrega da documentação original necessária a realização do trabalho - adiando o repasse e, quando o fez, foi e forma incompleta: "entendemos nós propositadamente a fim de prejudicar o trabalho desta equipe e de todos os Órgãos de Controle e fiscalização".
Para a auditoria, a gestão da Marca "se demonstrou ineficaz e antieconômica".  Os contratos fechados pela Marca, demonstra a auditoria, não seguiram valores do mercado - nem no que se refere ao pagamento de plantões médicos como também de serviços laboratoriais -, tendo sido prejudiciais ao ente público.  Nesse item, uma observação ainda mais relevante: a auditoria conclui que o Estado possui mão de obra qualificada para atuação dentro da unidade hospitalar, além do fato de que existe um concurso em aberto para convocação dos aprovados.



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