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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Operação Judas chega ao fim no CNJ

Por Dinarte Assunção


Os desembargadores Rafael Godeiro e Osvaldo Cruz serão julgados pelo Conselho Nacional de Justiça na próxima terça-feira (29), quando, na esfera administrativa, a Operação Judas terá um desfecho para ambos.

Lá, restará provado se são inocentes ou culpados. Suas sanções podem variar da aposentadoria compulsória (imputação máxima de punição) ou a absolvição, caso seus argumentos sustentados até aqui se sobreponham à acusação.

O julgamento é especificamente emblemático para Rafael Godeiro. Três dias após o julgamento, em 1º de fevereiro, ele completa 70 anos, idade na qual a aposentadoria compulsória se impõe na magistratura.

Se inocentado, Godeiro deixará o caso como quer: pela porta da frente do Tribunal de Justiça.

Não custa lembrar ainda que eventual absolvição dos desembargadores pode refletir no Superior Tribunal de Justiça, onde ambos os magistrados respondem criminalmente pelas acusações de se locupletarem num roubo de R$ 14 milhões do setor de precatórios do Tribunal de Justiça.

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