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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Operação Assepsia, Rosalba e a Marca: O que falta aparecer?

O que falta aparecer para que o MP passe a investigar a governadora e seus secretários sobre a Associação Marca, o INASE e o Hospital da Mulher?
Notas fiscais comprovando pagamentos de contas pessoais, como aconteceu com Micarla?
Parece que os R$ 8,4 milhões desviados pela Marca justificam a investigação por improbidade administrativa.  Ou não justificam?

Se não bastasse isso há os indícios de que a entrada da Marca no Hospital da Mulher foi negociada com Henrique Alves.
Fora isso, a própria entrada de Alexandre Magno Sousa na Secretaria de Saúde do estado combina, na data - meados de 2011 - com as negociações levadas a cabo por Claudio Varela usando o nome de Henrique junto à Organização de Tufi Meres.  Alexandre, mostrou o MP, foi para a saúde para facilitar o trânsito das OS no estado do RN.
Não parece ser à toa, portanto, que o ex-secretário Domício Arruda disse ao MP que a decisão de contratar a Marca foi tomada por Rosalba Ciarlini, referendada pelo Procurador Geral do Estado, Miguel Josino.  Da relação com a Marca saíram pelo menos R$ 8,4 milhões, desviados.
Diante disso, o fato de o Controlador Geral do Estado, Anselmo Carvalho ter alugado à Marca, supostamente sem saber, sua casa em Mossoró parece ser café pequeno.
E então, doutor Onofre, o RN merece que sua governadora seja investigada?

P.S.: O promotor José Augusto Peres me alertou que o texto estava confuso em um ponto que procuro esclarecer:
A governadora do estado só pode ser investigada e denunciada, em questões civis e criminais, pelo Procurador Geral da República. O texto cita o Procurador Geral de Justiça porque cabe a ele a investigação e denúncia por improbidade administrativa.

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