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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Operação Assepsia, Hospital da Mulher e minhas dúvidas

Perguntas que precisam ser feitas:

1) Por que apenas o Jornal de Fato e o Jornal de Hoje repercutiram o relatório da auditoria da Sesap que apontou o desvio de R$ 8,4 milhões no contrato entre Associação Marca e governo do estado?  Por que nem a Tribuna do Norte, nem Novo Jornal, nem O Mossoroense publicaram uma linha sobre os números?  Em pior situação está a Gazeta do Oeste: neste texto de ontem fala que a auditoria está prestes a ser concluída, mas não cita os números.  Ninguém, parece, percebeu que o valor de R$ 8 milhões no desvio foi antecipado na matéria da Carta Capital no último fim de semana, na qual colaborei com Cynara Menezes.
2) Por que os textos do Jornal de Fato e do Jornal de Hoje trazem uma divergência sutil mas importante?  Segundo o texto de Cezar Alves, o MP já recebeu o relatório da auditoria, mas segundo Anselmo Carvalho disse ao Jornal de Hoje, ainda não.
3) Por que Anselmo, aquele que alugou um imóvel ("sem saber") à Marca em Mossoró, disse ao Jornal de Hoje que o relatório é parcial, quando o próprio cabeçalho do relatório traz a inscrição "Relatório Final"?  Será que o governo pretendia alterar o relatório antes de divulgá-lo?
4) E se o relatório tiver encontrado irregularidades sérias, digamos, no aluguel de Anselmo Carvalho com a Marca?  Você confiaria num documento revisado por ele?
5) Por que o governo, afinal, escondeu o quanto pôde o relatório?  Por que não anunciou de imediato o prejuízo de mais de R$ 8,4 milhões aos cofres públicos?

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