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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

MPF desmente manchete do Estadão sobre investigação contra Lula

Na CartaCapital

O Ministério Público Federal negou, nesta quarta-feira 9, a manchete publicada no mesmo dia pelo jornal O Estado de S.Paulosegundo a qual o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, teria decidido investigar a suposta participação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no “mensalão”.

O jornal afirma que, com base na acusação feita pelo operador do esquema, o empresário Marcos Valério, o procurador havia anunciado que remeteria o caso à primeira instância, já que o ex-presidente não tem hoje a prerrogativa do foro privilegiado. A mesma notícia foi publicada, com menos alarde, pela Folha de S.Paulo, segundo a qual Gurgel havia afirmado que “provavelmente” enviaria à primeira instância o depoimento de Valério.

O jornal lembrou, no entanto, que caberá a procuradores da primeira instância da Justiça avaliar se abrem uma investigação contra Lula ou se arquivam o caso, caso entendam não haver indícios contra ele.

Após ser condenado por corrupção e formação de quadrilha, Valério prestou depoimento à Procuradoria, ainda durante o julgamento do caso pelo Supremo Tribunal Federal, dizendo que recursos do esquema teriam sido usados para pagar contas pessoais do ex-presidente.

O depoimento foi recebido com cautela pelas autoridades. Gurgel, por exemplo, na época chamou Marcos Valério de “jogador” e lembrou outras ocasiões em que ele havia tentado confundir as apurações. “Com muita frequência Valério faz referência a declarações que ele considera bombásticas etc., e quando nós vamos examinar em profundidade não é bem isso”, afirmou à ocasião.

Em nota emitida nesta quarta-feira 9, o MPF informou que, diferentemente do que foi noticiado pelo Estado de S.Paulo, Gurgel ainda não iniciou a análise do depoimento de Marcos Valério, “pois aguardava o término do julgamento da AP 470 (‘mensalão’)”.

Ainda de acordo com a nota, somente após a análise a Procuradoria poderá informar o que será feito com o material. “Não há qualquer decisão em relação a uma possível investigação do caso”, diz a PGR.

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