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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Médico que denunciou falta de fio de aço em hospital será processado

O presidente do Conselho Regional de Medicina, Jeancarlo Cavalcante, realizando uma cirurgia de emergência em um paciente que havia sido esfaqueado, se depara com a falta de fio de aço para suturá-lo. Decide filmar a cena para denunciar o descaso: em que pese o excesso de arrecadação de R$ 600 milhões em 2012 por parte do governo do estado, faltam insumos básicos e baratos no principal hospital do RN.
A reação do governo é um primor de responsabilidade - e comunicação: o secretário de saúde, Esaú Gerino, não anunciou que vai resolver o problema, não lamentou a falta do material, não inventou qualquer desculpa mais amarela. Gerino anunciou que vai processar o médico que fez a filmagem.
Só serve para nos garantir de que a tragédia do governo Rosalba já é inevitável.

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