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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Henrique reclama do São Francisco mas esquece do DNOCS

O deputado federal Henrique Alves (PMDB) veio a público falar dos atrasos nas obras de Transposição do Rio São Francisco. O assunto foi tema de matéria do Fantástico, no domingo.
Henrique, de repente, esqueceu que é o responsável político pelo principal órgão federal de enfrentamento e obras para seca, o DNOCS. E que seu antigo presidente, Elias Fernandes, que ele pretende acomodar na Secretaria de Recursos Hídricos do RN, saiu do DNOCS sob acusação, por parte da CGU, de desvios que superavam os R$ 300 milhões - além do privilégio a prefeituras aliadas.
Até mesmo a Bonacci, empresa de Fernando Leitão e do antigo chefe de gabinete de Henrique, Aluizio Almeida, foi beneficiada com recursos do DNOCS - por que um empreiteiro seria chefe de gabinete de um deputado?
Diante disso tudo, por que Henrique pode reclamar do São Francisco?
Somente no mês de janeiro, ao menos duas matérias nos jornais cearenses reclamaram do estado de abandono das obras dos perímetros irrigados do DNOCS e da falta de pagamento de indenizações por parte do órgão em virtude de obras. O órgão federal ainda orbita em torno do PMDB de Henrique Alves.

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