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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Henrique Alves, os R$ 300 milhões e a SEMARH

Por Cezar Alves
http://defato.com/blog/retrato-do-oeste/2013/01/22/henrique-alves-os-r-300-milhoes-e-a-semarh/


O ex-deputado federal Elias Fernandes, aliado do tipo unha e carne do deputado federal Henrique Eduardo Alves, foi posto para fora do Departamento Nacional de Obras Contra a Seca (DNOCS) sob suspeita de descaminho de quase R$ 200 milhões.

Num país sério, Elias estava preso.

Entretanto, quando a presidente Dilma Rousseff demitiu Elias Fernandes, houve um estranho movimento de Henrique para que os R$ 300 milhões destinados pelo Governo para o DNOCS fazer a barragem de Oiticica passasse para o Governo do Estado do RN.

De fato Elias foi apenas demitido.

O tempo passou, a poeira baixou e agora descobrimos porque Henrique Alves fez o estranho movimento junto ao Governo Federal para o Ministério da Integração Nacional repassar os R$ 300 milhões de Oiticica para SEMARH do RN e não mais para o DNOCS.

Como diretor do DNOCS, Elias Fernandes contratou a construtora EIT/Encalso para fazer a barragem de Oiticica. Sabe porque não fez? Resposta: O TCU constatou um sobrepreço no contrato 13.75%, o que representa R$ 33,2 milhões acima do preço de mercado.

Para transferir os recursos do DNOCS, de onde Elias Fernandes foi demitido, teve até solenidade, com direito a fotografia da governadora Rosalba Ciarlini ao lado de Henrique Alves no ato de assinatura de transferência dos recursos veiculada na mídia institucional.

Agora, para acalmar os ânimos com o Governo do Estado, Henrique Alves quer a SEMARH para acomodar estranhamente o aliado Elias Fernandes, que foi demitido do DNOCS depois do escândalo, para comandar a aplicação dos R$ 300 milhões na construção de Oiticica.

E o discurso do PMDB tendo como aliado do DEM para fazer esta barragem é fajuto. Eles dizem que a Barragem de Oiticica vai evitar enchentes no Vale do Açu. São Pedro deve está rindo, pois até as crianças sabem que o problema no Vale do Açu é inundação e não enchente.

Isto quer dizer que as cidades são inundas sendo o volume grande ou pequeno de água. Inunda porque o Rio está obstruído e não pela quantidade de água que desce, inclusive enchendo uma barragem 4 vezes maior do que a futura oiticica.

Fazem este discurso fajuto, por que querem a liberação dos recursos de forma emergencial e, assim, não precisar fazer tantas licitações.

E o discurso de Henrique é que ele está lutando pelo Rio Grande do Norte.

Na mutuca!

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