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Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Folha mostra que Henrique foi citado na Operação Assepsia

Procuradoria receberá papéis que mencionam Alves em suspeitas na área da saúde

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/poder/89198-operacao-do-ministerio-publico-cita-deputado.shtml

O Ministério Público do Rio Grande do Norte decidiu enviar à Procuradoria-Geral da República documentos sigilosos que citam o deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) nas apurações da Operação Assepsia -que desarticulou fraudes na terceirização da saúde no Estado.

Por ser deputado, o líder do PMDB tem foro privilegiado e só pode ser investigado pela Procuradoria no STF (Supremo Tribunal Federal).

Ontem, o DRCI (Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional), ligado ao Ministério da Justiça, recebeu ofício dos promotores do caso.

No documento, eles pedem, por meio do DRCI, autorização dos EUA para usar em outros processos os e-mails sigilosos hospedados naquele país e já fazem parte da investigação -que levou Micarla de Sousa a deixar o cargo de prefeita de Natal no ano passado.

Pelas regras americanas, segundo os investigadores, o material enviado só pode servir num processo específico -no caso, o da prefeita e pessoas denunciadas na ação.

Para remeter o material à Procuradoria, por exemplo, é preciso o aval dos EUA.

O ofício dos promotores do RN remetido para a coordenadora-geral do DRCI, Livia Paula de Miranda, explica o foro privilegiado e menciona o nome completo do deputado, que é favorito para presidir a Câmara no mês que vem.

O Ministério Público agora quer enviar à PGR todo o conteúdo ainda sob sigilo, que levanta suspeitas sobre a ligação do deputado com o esquema montado na gestão do Hospital da Mulher, de Mossoró (RN), inaugurado em março de 2012.

A entidade que assumiu a gestão do hospital, Associação Marca, uma das principais investigadas da Operação Assepsia, assumiu um contrato de R$ 15 milhões, dos quais pelo menos R$ 3 milhões foram desviados, segundo auditoria.

Do DRCI, o ofício dos promotores seguirá para Mary Warlow, diretora de relações exteriores do Departamento de Justiça dos EUA. Foi ela quem remeteu, em 2012, o material aos investigadores.

O Ministério Público do RN tem o conteúdo completo de quatro endereços eletrônicos sob investigação.

A citação do nome de Henrique Alves ligado ao caso já apareceu em 2012, sem muitos detalhes, numa petição divulgada pelo Ministério Público, com aval da Justiça.

Nela, Henrique é citado pelo lobista Cláudio Varela Fonseca e outras pessoas como aliado do esquema. O deputado nega relação com eles.

Os e-mails mostram ainda que os envolvidos comemoram em 2011 a aliança que o deputado Henrique Alves fez com a governadora Rosalba Ciarlini (DEM-RN).

O líder do PMDB esteve, inclusive, na inauguração do Hospital da Mulher, quando exaltou a figura da governadora e a unidade lançada.

O nome de Rosalba também é mencionado no ofício ao DRCI. Como governadora, ela também tem foro num tribunal superior, o Superior Tribunal de Justiça.

Alves diz que só foi a inauguração de hospital

O deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) não respondeu aos principais questionamentos sobre a citação ao seu nome na Operação Assepsia. Só informou que, sobre o Hospital da Mulher, em Mossoró, "seu único ato foi comparecer à inauguração". Rosalba Ciarlini (DEM), governadora do RN, afirmou, via assessoria, que rompeu o contrato com a entidade que o administrava o hospital. Cláudio Varela Fonseca não foi localizado.

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