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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Fifa tremei! Andrew Jennings encontra o movimento popular brasileiro


Na Pública

O que pode ser mais perigoso do que um jornalista investigativo que vai fundo em suas descobertas e não tem medo de anunciá-las em alto e bom som?

Juntar esse jornalista com os movimentos populares.

Há pouco mais de um mês o Copa Pública, em parceria com a Rede Fora do Eixo, promoveu um dia de palestras e bate-papo sobre os preparativos para a Copa de 2014 no país. O encontro, na Casa Fora do Eixo, em São Paulo, abriu o Preliminares, festival-encontro-troca de ideias que envolveu coletivos em vários pontos da cidade de 8 a 16 de dezembro de 2012.

Especialistas de diversas áreas, militantes de movimentos populares, moradores que foram ou serão removidos de suas casas, comunicadores e estudantes se reuniram para discutir a Copa e sua promotora: a Fifa. O jornalista britânico, Andrew Jennings, fechou a noite falando sobre a entidade – exaustivamente investigada por ele há anos.

Jennings deu detalhes e nomes dos envolvidos “no jogo sujo da Fifa” - ”envergonhando cada um dos bandidos – o que é ainda mais importante”, frisou.

O jornalista aproveitou para se informar também, conversando com representantes de movimentos populares como a ANCOP (Articulação Nacional dos Comitês Populares da Copa), que tem feito um importante trabalho de resistência aos abusos cometidos nos preparativos do megaevento; e com pessoas que estão sendo vítimas de remoções forçadas.

“Fiquei muito satisfeito com a mistura de ativistas e vítimas que se uniram para lutar contra empresários, especuladores, políticos e bandidos. Eu gostaria de trabalhar com eles no futuro” diz Jennings. “Para mim não foi apenas uma reunião, foi uma chance de começar um trabalho conjunto contra esses bandidos para os próximos 18 meses”.

Sobre as palestras a respeito das remoções, Maracanã e Lei Geral da Copa, Jennings explica que não ficou surpreso que “trabalhadores comuns sejam vitimizados pelo “big money” (dinheiro grosso), algo que acontece em todos os países que sediam megaeventos ”. Mas acha que o Brasil tem a oportunidade de virar o jogo: “Com a qualidade das pessoas que estavam naquela reunião, vocês podem lutar contra eles. Vi boas pessoas, determinadas, inteligentes, criativas”.

A melhor arma contra os chefões da Fifa, diz, é a vaia: “Acho que vocês têm que praticar para vaiar o Blatter: Buuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu. Vaiem os empresários, os políticos, a prefeitura, filmem e disponibilizem na internet! Eu quero ouvir o som das vaias brasileiras aqui na Europa! É uma arma maravilhosa e de graça!”.

Veja algumas entrevistas que Andrew Jennings fez durante o evento:

Edição de vídeo: Rede Fora do Eixo / Legendas: Jessica Mota

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