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Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Favorito à Câmara, Henrique Alves será investigado por repasse

Na Folha de São Paulo

Favorito para ser eleito na próxima segunda presidente da Câmara, o deputado Henrique Eduardo Alves (RN) passou a ser investigado nesta semana pelo Ministério Público Federal por repassar R$ 357 mil de dinheiro público para duas empresas de aluguel de veículo suspeitas.

A investigação, para apurar a suspeita de improbidade administrativa, foi aberta anteontem no Distrito Federal e tem como base notícia da revista "Veja" deste mês.

A matéria diz que as empresas Global Transportes e Executiva receberam dinheiro.

A Global está registrada numa casa na periferia de Brasília e sua dona no papel disse à "Veja" desconhecer a existência da empresa. A Executiva teve como sócio um ex-assessor do PMDB.

O deputado, ouvido pela revista, afirmou primeiro que usava um veículo próprio em Brasília. Depois, recuou e disse que não se lembrava do modelo do carro alugado. Um assessor afirmou à revista que foi o deputado quem mandou contratar a empresa de aluguel de carros.

O procurador Paulo José Rocha Junior já solicitou ao Detran informações sobre os veículos de propriedade da empresa desde 2008 e as notas fiscais emitidas.

Alves já é investigado pelo Ministério Público Federal em outra ação de improbidade por enriquecimento ilícito. Em novembro, ele conseguiu adiar decisão sobre a quebra de seu sigilo fiscal e bancário, bem como de suas empresas, por meio de recurso judicial. Nessa ação, Alves é acusado de manter ilegalmente dinheiro fora do país.

Nesta semana, a Folha mostrou como ele usou seu cargo para pedir benefícios para aliados no governo.

Outro lado
O deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) disse que já deu as explicações e não tem mais nada a esclarecer sobre o assunto.

Na época da divulgação da reportagem, a assessoria do deputado divulgou nota em que diz que "foi determinada, pelo deputado, a apuração rigorosa da existência de possíveis irregularidades".

O deputado havia afirmado, na ocasião, que a Global Transporte existe, está registrada na Receita, o serviço é prestado e não há nada irregular. Segundo a assessoria do deputado, o contrato venceu em 20 de dezembro e não foi renovado. A empresa informou que prestou os serviços e que as notas fiscais são referentes aos aluguéis.

A Folha não localizou os responsáveis pela Executiva.

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