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Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

É muito barato matar um jornalista

http://portal.comunique-se.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=70607:e-muito-barato-matar-um-jornalista-diz-presidente-de-federacao-internacional-da-area&catid=3:imprensa-a-comunicacao-&Itemid=20

Em entrevista publicada na Folha de S. Paulo desta quinta-feira, 10, o presidente da Federação Internacional dos Jornalistas (IFJ), Jim Boumelha, comentou o número de jornalistas assassinados em 2012. A entidade divulgou um relatório com o nome dos 121 profissionais e com um ranking de países por caso. O Brasil ocupa a quinta posição, com seis mortes, à frente de países que passaram por guerras, como Iraque a Afeganistão.

No topo da lista estão Síria (35 casos) e Somália (18), que vivem conflitos armados. “As pessoas acham que a maioria das mortes acontece nas coberturas de guerra, mas a maior parte é fruto de perseguição a profissionais que estão fazendo reportagens nos lugares em que costumam trabalhar no seu dia a dia. Esta tem sido a melhor forma de silenciar um jornal ou interromper uma série de reportagens investigativas. Muitas vezes, os alvos não são famosos. Por isso, os crimes acontecem e muita gente nem se lembra dos nomes das vítimas”, diz Boumelha.

No Brasil, as seis vítimas foram o jornalista Eduardo Carvalho, do Última Hora News (MS); Valério Luiz, da rádio Jornal 820 (GO); o blogueiro Décio Sá (MA); Paulo Roberto Cardoso Rodrigues, do Jornal da Praça (MS); Mário Randolfo Marques Lopes, do "Vassouras na Net (RJ); e Laécio de Souza, da Sucesso FM (BA).

"É muito barato matar um jornalista hoje no mundo", continua Boumelha, falando da impunidade para crimes como estes. Para ele, os governos precisam atuar para impedir as mortes e Organização das Nações Unidas tem que tomar medidas para reforçar a segurança dos profissionais durante a cobertura de conflitos.

Assassinato em 2013
O jornalista Renato Machado Gonçalves, de 41 anos, foi morto a tiros na noite dessa terça-feira, 8, em São João da Barra, no norte fluminense. Ele foi a primeira vítima do continente americano em 2013, segundo a organização Repórteres sem Fronteiras.

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