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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Condenado por tortura pode ser adjunto da SEJUC

Nada é tão ruim que não possa piorar. 
Você deve lembrar do caso do policial civil Francisco Ailson Dantas da Silva.  A governadora Rosalba Ciarlini o nomeou para o cargo de Coordenador de Administração Penitenciária da Secretaria Estadual de Justiça, Cidadania e Interior (SEJUC).
E o manteve no cargo mesmo após ter se tornado pública sua condenação por tortura.
Mas como nada é tão ruim que não possa ser piorado, o nome de Francisco Ailson estaria sendo cogitado para o cargo de secretário-adjunto da SEJUC.
Se a governadora deu a impressão que concorda com a tortura ao manter o policial no cargo de coordenador da Administração Penitenciária, parecerá assinar embaixo da impressão ao nomeá-lo adjunto.

P.S.: Basta olhar para os corredores do Walfredo Gurgel para reforçar a imagem de que o governo do RN apóia e incentiva a tortura.

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