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Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

CNJ decide reabrir processo administrativo contra desembargadores por mais 140 dias

A decisão do CNJ não interfere no mérito da questão e se trata apenas do processo administrativo. Ao contrário do que fora divulgado por alguns defensores mais entusiásticos dos desembargadores. Ainda que, com a aposentadoria eminente de ambos, os 140 dias devam representar a sua não punição.
Foi reaberta a fase de instrução para que a defesa fale sobre uma prova - o laudo da Polícia Federal que diz que a assinatura em alguns documentos é realmente de Osvaldo Cruz.


http://www.g1.globo.com/rn/rio-grande-do-norte/noticia/2013/01/cnj-decide-reabrir-investigacoes-contra-desembargadores-do-tj-rn.html

Por maioria, os integrantes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) decidiram, nesta terça-feira (29), reabrir as investigações que apuram a suposta participação de dois desembargadores em uma fraude milionária no sistema de pagamento de precatórios (dívidas do estado com cidadãos determinadas pela Justiça) do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJ-RN).

Os conselheiros entenderam que é preciso refazer as perícias do caso para evitar futuros questionamentos no Supremo Tribunal Federal (STF).

Os desembargadores Rafael Godeiro Sobrinho e Osvaldo Soares Cruz, suspeitos de terem desviado R$ 11 milhões do setor de precatórios no período em que presidiram a corte potiguar, alegam que houve “cerceamento de defesa” durante o processo.

O relator do caso no CNJ, conselheiro Jorge Hélio, apontou a responsabilidade dos desembargadores potiguares no esquema criminoso. Em seu relatório, Jorge Hélio recomendou a aposentadoria compulsória dos dois magistrados.

No entanto, 11 dos 14 integrantes do CNJ optaram pela retomada da instrução do processo administrativo disciplinar. O órgão estipulou prazo de 140 dias para a conclusão de novo relatório.

Com a decisão, Jorge Hélio terá de refazer as perícias e abrir novos prazos para manifestação da defesa. Se houver condenação, a punição máxima para os desembargadores é a aposentadoria compulsória.

“A defesa foi brilhante. Os advogados conseguiram convencer o conselho que meu trabalho está péssimo. Foi insuficiente o conjunto de provas que eu dizia ter. Eles [os conselheiros] entenderam que o meu relatório está mal feito”, ironizou Jorge Hélio.

Na avaliação do relator do processo, a decisão do CNJ praticamente garante a “absolvição” dos dois magistrados suspeitos. O conselheiro ressalta que o desembargador Godeiro Sobrinho, que tem 69 anos, não poderá mais sofrer nenhuma punição, já que irá se aposentar compulsoriamente na próxima sexta (1º), quando faz aniversário. Pela legislação, os servidores públicos são obrigados a se aposentar ao completarem 70 anos.

“A não ser que o CNJ discuta a reversão da aposentadoria por idade para aposentá-lo por punição. Mesmo assim, ele (Godeiro Sobrinho) terá a oportunidade de recorrer ao STF para reverter essa eventual decisão”, destacou.

Durante o julgamento da denúncia do Rio Grande do Norte, os conselheiros também aprovaram proposta de Jorge Hélio para abrir uma sindicância na Corregedoria Nacional de Justiça contra os dois desembargadores.

O objetivo é verificar se os supostos desvios praticados durante a gestão de Rafael Sobrinho e Osvaldo Cruz no comando do tribunal impactaram na administração da atual presidente da corte, desembargadora Judith Nunes.

Em razão das denúncias, o setor responsável pelo pagamento dos precatórios do TJ-RN ficou fechado ao público por cerca de três meses. A chefe do departamento, Carla Ubarana, foi presa e afirmou em depoimento ao Ministério Público que o esquema tinha a participação dos dois desembargadores.

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