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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Chefe de gabinete de Henrique pede demissão

A notícia não era exatamente nova - havia sido mais ou menos antecipada em julho por Claudio Humberto.  Mas agora, às vésperas da eleição para presidência da Câmara, reproduzida pela Folha, valeu o emprego de Aluízio Almeida.
Aluízio é dono da Bonacci, empresa de Engenharia, e era chefe de gabinete de Henrique desde 1998. Como pode um empreiteiro ser chefe de gabinete de um parlamentar?

No UOL

Aluizio Dutra de Almeida, assessor do líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), pediu demissão nesta segunda-feira (14).

O assessor deixa o cargo um dia depois de a Folha revelar que Aluizio Dutra é dono de uma empresa que recebeu dinheiro público de emendas parlamentares do próprio Henrique Alves.
Sergio Lima/Folhapress
O deputado Henrique Eduardo Alves, favorido à presidência da Câmara
O deputado Henrique Eduardo Alves, favorido à presidência da Câmara


Ele é sócio da Bonacci Engenharia e Comércio Ltda. Conforme o jornal mostrou domingo, pelo menos três prefeituras do Rio Grande do Norte contrataram a empresa por meio de emendas - cotas do Orçamento da União - indicadas por Henrique Alves.

Na edição desta segunda, a Folha divulgou ainda que o Dnocs (Departamento Nacional de Obras contra as Secas), controlado politicamente pelo deputado, repassou mais R$ 1,2 milhão para a mesma empresa por meio de prefeituras.

Aluizio Dutra trabalhava com o deputado desde 1998 na Câmara e é tesoureiro do PMDB regional, presidido pelo líder do PMDB. A saída dele foi confirmada pela assessoria do deputado.
Henrique Alves é o favorito para ser eleito presidente da Câmara na eleição de fevereiro, com o apoio da base aliada do governo, da presidente Dilma Rousseff e de partidos de oposição.

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