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Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

CGU encontrou desvios em obras de empreiteira ligada a Henrique

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/poder/88882-auditoria-ve-desvio-em-obras-de-ex-assessor-de-deputado.shtml

A CGU (Controladoria-Geral da União) aponta que a empresa do ex-assessor do deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) se beneficiou de licitações dirigidas para obras superfaturadas em três cidades do Rio Grande do Norte.

A Bonacci Engenharia tem como sócio Aluizio Dutra de Almeida, que trabalhava desde 1998 com o Henrique Alves -favorito para se eleger presidente da Câmara no mês que vem.

Almeida deixou o cargo anteontem após a Folha revelar que a Bonacci recebeu recursos de emendas parlamentares do próprio Henrique Alves, além de verbas do Dnocs (Departamento Nacional de Obras contra as Secas), orgão controlado politicamente pelo peemedebista.

As conclusões da CGU sobre a Bonacci constam de ampla auditoria feita pelo órgão de controle do governo federal sobre dezenas de convênios do Dnocs.

O trabalho apontou prejuízos totais de R$ 192 milhões em obras e levou à queda, em janeiro do ano passado, do diretor-geral do departamento, Elias Fernandes.

Tanto ele quanto seu sucessor foram indicados por Henrique Alves.

O nome da Bonacci aparecia sem despertar atenção naquele material, entre inúmeros envolvidos em irregularidades regionais. A CGU detectou irregularidades em três obras da empresa.

Segundo a controladoria, a Prefeitura de Alto do Rodrigues (interior do RN) "direcionou" a contratação da Bonacci para assumir um convênio de R$ 630 mil do Dnocs na construção de 40 casas.

Os auditores chamam atenção para um fato: as cinco concorrentes foram desclassificadas pela prefeitura e só a Bonacci recorreu da decisão. Apresentou então sua proposta e foi escolhida.

Para a CGU, essa proposta, inclusive, descumpria itens do edital.

Na cidade de Coronel Ezequiel, os auditores da CGU afirmam que houve superfaturamento de R$ 49,3 mil num contrato de R$ 142 mil que a empresa do ex-assessor de Henrique Alves assumiu para fazer barragens.

Há, também ali, elementos que apontam favorecimento à empresa, diz a CGU.

O processo licitatório era "constituído de folhas soltas colecionadas em pastas; não estava devidamente autuado, protocolado e numerado, em flagrante desrespeito à legislação vigente e comprometendo a integridade do procedimento", relatam os auditores da controladoria.

A investigação do órgão federal também aponta direcionamento na contratação da Bonacci para tocar uma obra do Dnocs no valor de R$ 420 mil na cidade de São João do Sabugi, no interior do RN.

A prefeitura da cidade deixou de entregar à CGU, segundo o relatório, "atas das sessões de recebimento das propostas, julgamento da habilitação, abertura e julgamento das propostas, muito menos os avisos de habilitação".

Os auditores encontraram sobrepreços que somam R$ 55,7 mil nos serviços prestados -no caso, também construção de barragens.

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