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Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Casa simples e sem identificação abriga Bonacci

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/poder/88884-casa-simples-e-sem-identificacao-abriga-empreiteira-de-ex-assessor-em-natal.shtml

Contratada com dinheiro federal para construir casas, praças, barragens, instalações sanitárias e pavimentar ruas, a Bonacci Engenharia tem seu endereço numa casa simples num bairro de classe média baixa em Natal.

No local, não há nenhuma identificação de que ali deve funcionar a empreiteira que assinou contratos que somam pelo menos R$ 6 milhões com 20 prefeituras do Rio Grande do Norte, nos últimos cinco anos, por meio de convênios do governo federal.

Um bode branco, apelidado de "Galeguinho" pelos vizinhos, 'guarda' a entrada do terreno baldio que cerca a casa de poucos cômodos.

Ali é a sede da empresa de Aluizio Dutra de Almeida, ex-assessor de confiança do gabinete do líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), responsável pelo destino de parte do dinheiro recebido pela Bonacci.

Alguns contratos com verba federal obtidos pela Bonacci estão, oficialmente, em execução. Mas não há funcionários nem sinal de que algo funciona no endereço oficial da empresa. Os vizinhos desconhecem a empreiteira.

A Folha tocou a campainha na tarde de segunda-feira. Um homem, que se identificou como Francinaldo, abriu a porta. Na sala, só ele, uma mesa e um computador. "Aqui é a Bonacci?", perguntou a reportagem. "Sim, é aqui", respondeu.

Ele não sabia onde estava Aluizio Dutra nem o outro sócio, Fernando Leitão, irmão de Hermano Moraes, vice-presidente do PMDB local e candidato derrotado à Prefeitura de Natal em 2012. A candidatura foi lançada por Henrique Alves.

Leitão nega que a Bonacci seja de "fachada". Alega que a estrutura da sede é pequena porque terceiriza serviços, como contabilidade e arquitetura. Ele não soube informar quantos funcionários tem registrados. "Não sei de cabeça. Temos pessoal de rua fazendo orçamento."

Sobre a sala de entrada praticamente vazia, disse que houve uma infiltração na laje. Ele afirmou ainda que não há identificação externa da Bonacci no local por questões de segurança.

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