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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Acabou a munição?

Por Luís Fausto

É a pergunta que vem sendo feita com maior insistência entre os peemedebistas e também nos corredores do Palácio do Planalto.

Todos querem saber se o tiroteio contra Henrique Eduardo Alves, o potiguar favorito para presidir a Câmara dos Deputados, vai continuar.

Se a munição acabou, tudo bem - as denúncias de favorecimento de um ex-assessor seu não parecem suficientes para atrapalhar a sua eleição.

Mas se houver mais bala na agulha, o bicho pode pegar…

No Correio Braziliense de hoje, o repórter Paulo de Tarso Lyra escreve sobre o assunto e lembra que em 2002 Henrique foi sabatinado pela cúpula do PMDB para saber se havia algo que pudesse macular sua biografia a ponto de impedir a indicação para vice de José Serra (PSDB) na chapa presidencial. “Ele nos garantiu que não. Uma semana depois, saiu uma reportagem mostrando uma conta não declarada no exterior”, recorda um peemedebista de longa data.

O medo é que se repita a história, faltando pouco menos de 20 dias para as eleições na Câmara. Porque se novas acusações vieram à tôna, restará pouco tempo para explicá-las.

E aí, conta o repórter do Correio, o PT pode se assanhar e lançar um nome para a presidência da casa. E não seria, em si, um rompimento do acordo, já que o PMDB teria apresentado um candidato que, com o passar do tempo, tornou-se inviável.

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