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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

A dúbia posição de José Agripino em cinco meses

Era 27 de agosto de 2012 e o governo havia reduzido a incidência da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) do combustível para barrar o aumento da gasolina.   O presidente do DEM, o senador potiguar José Agripino, veio a público criticar.
Na nota do partido, distribuída à época, o senador afirmava que "a medida pode até manter o preço da gasolina por um tempo, mas deixa os estados sem recursos para aplicarem na reparação e manutenção das rodovias. Parte do dinheiro arrecadado pela Cide é usado para isso".
"José Agripino afirmou ainda", dizia o release, "que o Executivo tem usado equivocamente a Petrobras que, para ele, deixou de ser uma empresa do ponto de vista viável economicamente para ser usada politicamente".
Passados cinco meses, o governo finalmente autorizou o aumento dos preços de combustíveis que tanto a Petrobras quanto os analistas econômicos demandavam há tempos.  O primeira aumento real em muito tempo.
Qual a postura de José Agripino e do DEM?  Criticar novamente.
Em nota oficial divulgada nesta quarta-feira (30), o presidente nacional do Democratas, José Agripino (RN), criticou o reajuste no preço do combustível anunciado pela Petrobras e disse que o aumento da gasolina anula, no bolso do contribuinte, a redução das tarifas da energia elétrica, recentemente divulgada pelo Executivo. Segundo o líder do partido no Senado, da mesma forma que a presidente Dilma Rousseff ocupou a rede nacional de televisão para falar da redução das tarifas de energia, o Brasil espera uma manifestação da chefe do Executivo sobre o aumento no combustível.“Uma ação acabou por anular a outra. Espera-se, portanto, a manifestação da presidente Dilma Rousseff, semelhante à adotada quando do anúncio das novas tarifas, para que as medidas claramente contraditórias se tornem compreensíveis”, disse o senador.
Em agosto, o aumento parecia ser necessário e inevitável.  A Petrobras era vista como instrumento de manobra política e um dos motivos era a ausência do aumento dos combustíveis.  Aí, quando o governo concede o aumento - a crítica é de que o aumento é para salvar a empresa.
Com uma oposição perdida como essa quem vai enfrentar o capital político de Dilma e do PT?

A dica foi, de novo, de Valmir Sabino Júnior.

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