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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

A dúbia posição de José Agripino em cinco meses

Era 27 de agosto de 2012 e o governo havia reduzido a incidência da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) do combustível para barrar o aumento da gasolina.   O presidente do DEM, o senador potiguar José Agripino, veio a público criticar.
Na nota do partido, distribuída à época, o senador afirmava que "a medida pode até manter o preço da gasolina por um tempo, mas deixa os estados sem recursos para aplicarem na reparação e manutenção das rodovias. Parte do dinheiro arrecadado pela Cide é usado para isso".
"José Agripino afirmou ainda", dizia o release, "que o Executivo tem usado equivocamente a Petrobras que, para ele, deixou de ser uma empresa do ponto de vista viável economicamente para ser usada politicamente".
Passados cinco meses, o governo finalmente autorizou o aumento dos preços de combustíveis que tanto a Petrobras quanto os analistas econômicos demandavam há tempos.  O primeira aumento real em muito tempo.
Qual a postura de José Agripino e do DEM?  Criticar novamente.
Em nota oficial divulgada nesta quarta-feira (30), o presidente nacional do Democratas, José Agripino (RN), criticou o reajuste no preço do combustível anunciado pela Petrobras e disse que o aumento da gasolina anula, no bolso do contribuinte, a redução das tarifas da energia elétrica, recentemente divulgada pelo Executivo. Segundo o líder do partido no Senado, da mesma forma que a presidente Dilma Rousseff ocupou a rede nacional de televisão para falar da redução das tarifas de energia, o Brasil espera uma manifestação da chefe do Executivo sobre o aumento no combustível.“Uma ação acabou por anular a outra. Espera-se, portanto, a manifestação da presidente Dilma Rousseff, semelhante à adotada quando do anúncio das novas tarifas, para que as medidas claramente contraditórias se tornem compreensíveis”, disse o senador.
Em agosto, o aumento parecia ser necessário e inevitável.  A Petrobras era vista como instrumento de manobra política e um dos motivos era a ausência do aumento dos combustíveis.  Aí, quando o governo concede o aumento - a crítica é de que o aumento é para salvar a empresa.
Com uma oposição perdida como essa quem vai enfrentar o capital político de Dilma e do PT?

A dica foi, de novo, de Valmir Sabino Júnior.

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