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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Vontade popular manifesta no voto venceu patrimonialismo

No estado brasileiro, tudo está dominado.
O episódio da disputa pelos mandatos de vereador a partir de 2013 reforçou esse contexto no âmbito natalense.  De um lado da disputa, os vereadores reeleitos George Câmara (PCdoB) e Raniere Barbosa (PRB).  Do outro, Edivan Martins (PV) e uma máquina monstruosa em defesa de uma ação que muito bem podia ser qualificada como golpe.
As armas da disputa se fundavam no patrimonialismo pouco questionado em nossas paragens.
O fato de o presidente do TRE, desembargador João Rebouças, ter um genro e sócio de suas filhas como cargo comissionado na Câmara, mais que demonstrar a troca de favores entre Edivan e Rebouças - ou, entre poderes, em forma de nepotismo cruzado -, aponta-nos como a tomada das estruturas do estado como propriedades particulares e familiares parece ser algo naturalizado entre nós.
Isso está na raiz da constante desobediência das casas legislativas - Câmara e Assembleia -, acerca do cumprimento da Lei de Acesso a Informações que estabeleceu a obrigatoriedade de divulgação dos salários pagos aos servidores.  Se você entrar no Portal da Transparência do governo federal pode descobrir o meu salário.  Mas não conseguirá encontra a lista de servidores da Câmara Municipal de Natal e os seus respectivos salários.  Cristiano Barros era um dos motivos da desobediência e do segredo.
Quantos na mesma situação não devem estar recebendo uma fortuna dos cofres públicos?
No fim de contas, no caso concreto, o TRE se mostrou altaneiro.  Não se rendeu às pressões que parte da mídia e forças políticas agindo nos bastidores, sorrateiramente, exerceram para que a vontade de 27 mil eleitores fosse subtraída.  Ainda que com os votos contrários do presidente Rebouças e do juiz eleitoral Carlos Virgílio, prevaleceu a força democrática do voto, a indicação da decisão de Dias Toffoli, os pareceres da Procuradoria Regional Eleitoral.
George e Raniere serão vereadores.
As articulações para manter Edivan presidente da Câmara viraram pó.

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